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Óleos, para motores de automóvel…

Aquando das revisões, a VW põe sempre óleo 505.01 (4.5 Litros de GALP FORMULA 5W-40) no meu carro.

De acordo com esta página:
http://www.roelz.be/VAG/vw_oilspecs.html
esse é o óleo certo para motores “PD”, que são os que têm “unit injectors” - dispositivos que geram altas pressões. Este óleo foi concebido para as altas pressões.

NÃO é um óleo “long life” - que permita mais que 15000 quilómetros entre revisões – e não me parece que existam óleos “long life” para viscosidades de norma SAE 40 (SAE = Society of Automative Engineers).
Em geral, parece que uma viscosidade abaixo de SAE 40 e mais detergente na composição química do óleo, ajudam a fazer mais quilómetros.

Os óleos VAG (as especificações da VW) 507.00 ou 506.01 são “long life”, 0W-30, às vezes “mandatórios” para alguns carros de topo da VW, como os Phaeton e Touareg.

O Mobil One que um dia comprei é VW 505.00 e 0W-40.
Não sei se poderia ser considerado “VW 505.01”, se fosse testado, ou se foi testado e falhou o teste. É um óleo “fully synthetic”, enquanto que muitos 505.01, de acordo com fóruns que li, não são.
Por outro lado, também li que “não existem óleos 505.01 fully synthetic”, o que é mentira, a não ser que alguns produtos que se encontram à venda sejam caluniosos nas suas alegações.

Um óleo 506.01 é, no papel, a versão “long life” do 505.01 – vou perguntar na Auto-Latina porque não fazem antes essa opção.

Quanto a entender os números dos óleos, para automóvel, à venda na Europa…

A viscosidade de interesse em motores de automóveis, é a viscosidade cinemática, que mede a resistência/velocidade de um líquido a escorrer ao longo de uma área.

A unidade típica de medida é Centistoke (cSt), sendo 1 cSt = 1 mm^2/s.

A viscosidade baixa (o óleo perde espessura) quando a temperatura sobe. Por isso, para o meu motor em particular, cuja temperatura óptima de funcionamento é 90C, interessaria ler a viscosidade de algum óleo específico, a 90 celsius.

A viscosidade é assim uma medida da espessura do óleo. Mas o motor agradece um óleo “fino” quando está frio, para arrancar, e relativamente “espesso” quando está quente e em operação. O óleo fica menos espesso / menos viscoso, quando a temperatura sobe. Se o funcionamento de um motor o aquecesse ao ponto de fragmentar o óleo, o óleo deixaria de lubrificar, com efeitos terríveis para a longevidade do motor.

Assim, os óleos típicos são “multi-grade” – o que significa que foram concebidos para terem uma viscosidade adequada, “frios” e “quentes” – referindo, na embalagem, a viscosidade para “frio” e para “quente”, normalmente no sistema SAE, em que se usa o sufixo W, para a especificação de “baixa temperatura”.

Por exemplo, a designação “5W-40”, refere um “multi-grade” desde as especificações SAE 5W até SAE 40.

Um óleo
SAE 30 tem 9.3 a 12.5 cSt @ 100C (logo um valor superior, a 90C);
SAE 40 tem 12.5 a 16.3 cSt @ 100C (logo um valor superior, a 90C).

Quanto a “mudar o óleo você mesmo”, parece-me que está fora de questão, para as minhas condições e aptidões: requere algum material, é sujo, e nos TDI obriga a tirar uma placa protectora de baixo do automóvel, que depois não é fácil de firmar/fixar.

Em todo o caso, estão aqui instruções:

http://forums.clublupo.co.uk/index.php?s=b8afc690ff6d1afcbf88304a7c794f7f&showtopic=34032&st=0&p=420115&#entry420115

Outras páginas de interesse, que consultei para este apontamento:

http://www.vwvortex.com/artman/publish/article_319.shtml?page=2 - review do Lupo 1.2 TDi.

http://www.roelz.be/VAG/vw_oilspecs.html - a minha página favorita sobre óleos.

http://forums.tdiclub.com/showthread.php?t=129373&page=1 – página debatidíssima, sobre alguém que desistiu de usar o óleo recomendado e passou a usar o mais barato que consegue comprar, para ver quanto tempo dura o motor.

http://www.honestjohn.co.uk/forum/post/index.htm?t=63556 – uma pergunta sobre misturar óleos. Sem resposta conclusiva.

http://www.bobistheoilguy.com/basic_lubrication_design.htm – uma página interessante sobre lubrificação.

http://www.bobistheoilguy.com/forums/ubbthreads.php?ubb=showflat&Number=933492&fpart=6 – uma thread sobre óleos para VW.

http://www.autospeed.com.au/cms/A_0788/article.html – o meu ponto de partida para este apontamento.

http://www.wearcheck.com/literature/techdoc/WZA007.htm – uma repetição do recurso anterior, mas noutro URL.

http://www.autoeducation.com/autoshop101/oil-change.htm – uma página sobre óleo e lubrificação do motor.

Regularização extraordinária de dívidas do Estado

http://www.sgmf.pt/rede/

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Microsoft ITeach @ Microsoft Portugal, 2006-11-16

ITeach é mais uma iniciativa da Microsoft Portugal, para a educação. A sua apresentação aconteceu na quinta-feira, 2006–11–16.
O site oficial está em http://www.iteach.pt/default.aspx.

Cheguei ao evento ITeach, pelas 13:55, tendo logo encontrado Vitor Santos – Gestor de Programas Académicos de Ciência dos Computadores da Microsoft Portugal – e o Professor Brasileiro Flávio Soares Silva, do Laboratório de Lógica, Inteligência Artificial e Métodos Formais, da Universidade de São Paulo, que faria a terceira apresentação do dia.

Foi com o Professor Flávio Silva e, depois, com docentes do Instituto Politécnico de Beja – Luís Garcia e João Barros – que fiquei até ao início das sessões.

Microsoft Portugal - João Oliveira  A primeira pessoa a falar foi João Oliveira, Director da Unidade de Negócio de Desenvolvimento e Plataformas, da Microsoft Portugal.
Agradeceu a presença de todos e fez um resumo do que iria ocorrer ao longo da tarde, até às 18 horas.

 

Microsoft EMEA - Mauricio Ulargui 

O segundo interveniente foi Mauricio Ulargui, o espanhol “Academic Director for Microsoft EMEA”; ou seja, o responsável #1 da Microsoft para a relação com a “Academia”, na Europa, no Médio-Oriente e em África (EMEA = Europe Middle-East and Africa). Bill Gates desempenha hoje as mesmas funções, nos EUA.

Ulargui, com um sotaque exótico, falou em inglês sobre o interesse da Microsoft pela educação. Numa só frase, “é um interesse estratégico”. As empresas cujo domínio é apenas suportado pela liderança do seu produto/serviço tendem a ser rapidamente substituidas por outras, mercê dos ciclos de produto e da natureza da inovação.

 Uma empresa pode sustentar uma posição de liderança, por redes de parceriais. Por exemplo, a Microsoft não vende nem suporta directamente os seus produtos: fá-lo por intermédio de parceiros de negócio.
Na Educação, a Microsoft vê nas escolas parceiros que “sabem como” (know-how), mas que podem necessitar de apoios diversos, do financiamento à facilitação no acesso a recursos e contactos com outras organizações.

É essa simbiose Microsoft-ensino, que o programa ITeach objectiva intensificar e elevar, por exemplo, na forma de cursos e materiais de apoio pedagógico.
Outras iniciativas relacionadas são:

http://msdn.microsoft.com/academic/ – developers’ network;
http://imaginecup.com – concursos para estudantes;
http://student-partners.com - programa, para estudantes, mas que não inclui Portugal;
e mais, consultáveis a partir de http://www.microsoft.com/education/.

Universidade de São Paulo - Flávio Silva 

A terceira pessoa a falar foi Flávio Silva. Esta foi a primeira apresentação não-Microsoft.
Flávio Silva falou do problema da “quebra de atractividade dos cursos de Informática e Computação, a nível global”.
Este problema está identificado: na sua escola: “há 3 anos havia 60 candidatos por vaga, agora há menos de 30…”.
A tendência parece ser global: “o mesmo ocorre nos EUA e na Europa”.

Não são compreendidas as causa do fenómeno, aparentemente paradoxal, no contexto de uma sociedade cada vez mais intensa, do ponto de vista da tecnologia, da computação e da automação.

Foi então formulada uma recta de hipóteses explicativas:
- no extremo esquerdo situa-se um desínteresse acentuado dos candidatos pela tecnologia/Informática/automação;
- no extremo direito situa-se uma total desadequação, da forma de ensinar.

Flávio Silva argumentou que as explicações se situarão entre os extremos.

Explicou então como a sua escola tem procurado contrariar a tendência. Basicamente, em vez de fazer “chover” matéria sobre os alunos, primeiro cria-se-lhes a necessidade; isto é, os alunos têm que resolver problemas que lhes façam sentir carências em matérias, comummente associadas a adjectivos como “chatas”, “inúteis” e/ou “difíceis”.
Este esforço tem sido aplicado em licenciaturas e em mestrados, com “algum sucesso”, recorrendo a videojogos: os alunos sentem-se motivados pela vertente lúdica do videojogo e estudam com prazer matérias sem as quais o videojogo não poderia ser concebido, como lógica para inteligência artificial, álgebra para gráficos e física para a credibilidade nos movimentos. 

Depois do intervalo “para café”, falou António Bob Santos, da CNEL (Coordenação Nacional da Estratégia de Lisboa), ou seja a entidade coordenadora do “Plano Tecnológico” para Portugal.

Foi uma apresentação em que o MICrofone não funcionou, prejudicada por algum bla bla de fundo. O tema era de grande interesse: uma aferição de Portugal, em termos de qualificações escolares, relativamente a outros países da Europa, recorrendo a gráficos da UE (União Europeia) a 15 e, outras vezes, a gráficos da UE «alargada».

Para além das qualificações, a aferição abrangeu assuntos relacionáveis, como a penetração da Internet de banda larga.

Sobre estas matérias de Economia do Conhecimento e de Políticas Públicas de Comunicações, este site publica os seguintes recursos:

Internet e Economia do Conhecimento

Tarifa Plana

Os estudos apresentados parecem sugerir uma divergência entre o diagnóstico e a acção: em Portugal, desce o investimento público em educação superior, principalmente quando os cursos têm menos procura. Como muitos cursos com pouca procura são cursos tecnológicos, isto significa uma admissão de “é importante qualificarmos a população para a Economia da Informação”, mas uma decisão de “não há dinheiro para cursos tecnológicos, se não tiverem procura”…

FCT-UNL - Pedro Guerreiro 

Por fim, falou o professor Pedro Guerreiro, da FCT-UNL (Faculdade de Ciências e Tecnologia – Universidade Nova de Lisboa).
Reconhecido como uma pessoa estimulante, sempre esforçada em motivar a audiência, Pedro Guerreiro conversou sobre boas práticas pedagógicas, no ensino de disciplinas como Programação, Fundamentos de Programação e afins. 

Algumas das suas sugestões passam pelo (1) recurso a ferramentas como Moodle (um Course Management System), para a criação de uma comunidade escolar online, e (2) Mooshack (um classificador automático de programas de computador, como certos ou errados, em função das saídas que escrevem para ficheiro, relativamente a um ficheiro de respostas certas).

Também foi recomendada a participação em concursos de programação e apresentado um ranking dos “melhores programadores”, dominado por pessoas de países como Polónia e Rússia…

Não foi discutido o que é um “bom programador”.

 João Oliveira encerraria a sessão, com agradecimentos aos oradores e à assistência.

Foi proveitoso.

Os slides utilizados por cada um dos oradores deverão ser publicados no ITeach.pt.

Bad pixels with Sanyo Xacti E6X

I bought the ultra-portable Sanyo Xacti E6x, for casual photo shooting.
Unfortunately, I was a victim of “bad pixels”: points in the CCD sensor grid, that aren’t responding properly, causing wrong colors to appear on the photo.

After hundreds of photos with exactly the same “bad pixels” problem, at the exact same locations – (218, 392) and (2218, 1052) –, I am 100% sure that I wil return the product to the vendor (Pixmania). 

You can download one of those photos (the most uninteresting of them all), but keep in mind that it has a resolution of 2216×1052 [2.5 MB].

320 pixels wide version of SANY009.JPG - a 2816x2112 (6 MPixels) photo

Picture 1 (of 4) – 320 pixels version of SANY009.JPG: a 2816×2112 (6 MPixels) original, taken with a Sanyo Xacti 6Ex, with bad pixels.

320 pixels wide version of SANY009.JPG, with red arrows pointing to the bad pixels.

Picture 2 (of 4) – This is picture #2, with small red arrows pointing to the bad pixels, which are only easily visible on the original 2816×2112 (6 MPixels) file, or in the full size snaps below.

selection showing bad Pixel at 218,392 of SANY009.JPG

Picture 3 (of 4) – A full size cut of the region with the bad pixel at coordinates 218, 392.

selection showing bad Pixel at 2218,1052 of SANY009.JPG

 Picture 4 (of 4) – A full size cut of the region with the bad pixel at coordinates 2218, 1052.

Pixmania (Portugal) - MAU atendimento ao cliente

A Pixmania é uma loja online com preços quase tão atraentes como os de Amazon.de e outras lojas online. Quanto não há problemas com as encomendas e com os produtos, é uma maravilha. Infelizmente, quando os problemas surgem, o cliente descobre quão péssimo é o suporte e o atendimento. Comprar deixa de ser um prazer e passa a ser um tormento, principalmente quando há que falar com pessoas frágeis…

O primeiro sinal de imaturidade do site da Pixmania, para Portugal, é a qualidade do português escrito, frequentemente injectado com expressões noutras línguas, a mais frequente o francês, embora o italiano também faça umas aparições (como em “Area rivenditori”…).

Por exemplo, quando o cliente recebe um qualquer e-mail, para confirmação de uma encomenda ou a informar que um pedido de esclarecimentos foi recepcionado, é possível lerem-se gemas como “registramos o seu pedido”. O verbo registar atropelado pelo registrar.

Mas justifica-se ser tolerante e compreender as imperfeições, para ter preços mais interessantes.

O que já não se aceita é a fragilidade, traduzida em má educação, do apoio ao cliente, por telefone, ainda mais com o cliente a pagar…

No meu caso, fiz uma encomenda em 2006–08–12, de um equipamento de ar condicionado, a entregar na minha residência, via transportadora Seur. Ao não ter recebido o aparelho em 2006–08–18, decidi telefonar. Depois de três minutos de música e de informação repetitiva sobre a Pixmania, seguidos de um aviso de que a conversa seria gravada, fui atendido por uma mulher que não se identificou e que, uma vez em posse do nº da encomenda problemática, explicou-me que “não tinha acontecido a expedição, devido a um erro informático”. Tentei articular esta resposta com a informação que o próprio site da Pixmania escrevia, para a mesma encomenda: “O vosso pedido foi objecto de uma expedição. Poderá acompanhar o vosso pedido clicando no número aqui abaixo”. Objectivamente, a Pixmania falava/escrevia a duas vozes e eu (só) pretendia compreender porquê.

Talvez vítima de complexo de perseguição, a mulher que estava do outro lado do telefone, escondida no seu anonimato, acusou-me de “pôr em causa o que dizia”, ao que reagi calmamente, informando-a de que “procurava apenas fazê-la compreender a minha posição”.

Para finalizar, foi-me dito que durante o próprio dia seria contactado pelo responsável de operações. Aguardei. Foi preciso continuar aguardar até dia 2006–09–28…

Em todo o caso, não havia necessidade da conversa ter decorrido como decorreu. O lado positivo é que uma pessoa questiona-se: de que vale fazer compras? Depois de reflectir, talvez se poupem muitos euros. Precisarei mesmo do equipamento que adquiri? Comprar é um risco e eu estou a ficar com aversão ao consumo.

Consumir está a ficar irracionalmente arriscado, com recompensas modestas para quem se atreve.

Nota: eu também gravei o telefonema.

Yamaha RX V4600

Está disponível o meu artigo sobre o produto Yamaha RX-V4600, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Yamaha RX-V4600.

O RX-V4600 é um “AV Receiver”: um aparelho que integra (1) a descodificação de vários formatos de áudio, (2) a amplificação de todos os canais que identifica nesses formatos; e (3) a sintonia de rádio AM/FM.
A competição na família destes equipamentos, nunca foi tão intensa - o valor para o consumidor aumentou consideravelmente. A norma parece ser agora a da inclusão de sete amplificadores e a da auto-configuração, por microfone. A diferença do RX-V4600 está no suporte a fichas i-Link (firewire) e HDMI (High Definition Multimedia Interface), para a condução de áudio digital e áudio digital + vídeo digital, respectivamente.

A auto-configuração do equipamento faz-se pelo sistema YPAO (Yamaha Parametric Room Acoustic Optimizer). Para o utilizador, bastará ligar, à frente do aparelho, o microfone fornecido e transportá-lo até à posição de audição. Quando o processo se iniciar, pela emissão de ruídos de sondagem, o equipamento vai tentar determinar, automaticamente (1) a polaridade (in)correcta na ligação dos fios, às colunas; (2) a distância para as colunas instaladas; (3) o “tamanho” das colunas, consoante a sua aptidão para as baixas frequências (large, medium, small); (4) ajustes espectrais a injectar, por canal (EQualization), e (5) o nível de intensidade por coluna, para um desempenho harmonioso do conjunto (ajustes de -6 dB a +6dB).
Recomenda-se que o utilizador confira os valores auto-detectados, com os valores reais que conseguir medir… Provavelmente, detectará erros nas distâncias. Outros “erros” podem ter segundas intenções: por exempo, uma coluna “grande” detectada como small, poderá dever-se à presença de um subwoofer muito capaz, libertando-se assim recursos de amplificação, ao dispensar a coluna em causa, da reprodução das frequências mais baixas.
De referir que o sistema YPAO não faz quaisquer ajustes espectrais, para frequências inferiores a 62.5 Hz e não gere o subwoofer. Assim, o comportamento do subwoofer, será o que o utilizador tiver configurado manualmente, ou o que será ditado por crossover externo, quando estiver realmente a ser apreciado algum filme.

Embora o grande factor diferenciador do RX-V4600 sejam as fichas HDMI e i-Link, é preciso não alimentar expectativas desmedidas, quanto ao que se pode fazer. Por exemplo, o equipamento não faz a conversão de vídeo digital para vídeo analógico, em circunstância alguma. Como tal, não será possível ter presente o vídeo que está a ser admitido pelos inputs HDMI1 ou HDMI2, nas saídas de vídeo por componentes, s-vídeo ou vídeo composto, frustrando quem queira ligar o Yamaha a dispositivos com essas entradas, ou quem queira fazer cópias analógicas.
Para simplificar: um sinal admitido via HDMI, vídeo ou áudio, nunca é disponibilizado em versão analógica. No caso dos sinais de vídeo, isto quer dizer que o dispositivo de visualização terá que ser HDMI + HDCP compatível. HDCP significa suportar Content Protection, para impedir cópias binárias…
No caso do áudio, é possível que as saídas digitais “habituais” (ópticas e coaxiais) façam, nalguns casos, o output do sinal HDMI admitido.

As fichas iLink são compatíveis com sinais PCM multi-canal, Bitstream e DSD. O formato DSD é o formato dos Super Audio CDs (SACDs), codificando 2, 5 ou 6 canais de som. O formato Bitstream é o mais usual, utilizado nas populares envolvências Dolby Digital e DTS, em DVD-Vídeo. Os discos DVD-Áudio recorrem ao formato PCM.

A boa notícia, no que toca a conversões, está no vídeo analógico: qualquer sinal, como vídeo composto ou s-vídeo, é convertido para vídeo por componentes!

Eis outras características relevantes, do Yamaha RX-V4600:
– potência de 7 x 130 W RMS @ 8 ohm (frente = 130 + 130 ; centro = 130 ; surround = 130 + 130 ; surround back = 130 + 130);
– certificação THX Select2;
– descodificador Dolby Digital + Dolby Digital EX;
– descodificador DTS/DTS-ES Matrix 6.1, Discrete 6.1, DTS Neo:6, DTS 96/24;
– descodificador Dolby Prologic II + Dolby Prologic Iix;
– conversor digital/analógico 192 kHz, 24 bits;
– possibilidade de funcionamento Pure Direct, para som analógico e digital DSD e PCM;
– sistema de menús gráfico, hierárquico e com invulgaridades, como ser possível mudar o nome associados às entradas;
– três zonas: main, zone2 (pré-out + amplificação), zone3 (só pré-out);
– dois telecomandos: (1) um inteligente, capaz de aprender outros comandos, por códigos e por infra-vermelhos; (2) outro versão “reduzida”, a pensar no controlo da Zone2;
– 6 inputs de áudio digital (toslink) + 3 outputs de áudio digital (coaxial);
– 2 inputs HDMI + 1 output HDMI;
– 2 inputs i-Link;
– 3 inputs de vídeo por components + 1 output por componentes (monitor).

A certificação THX Select2 é a versão “doméstica” da THX Ultra2. Há diferenças consideráveis durante os testes que conduzem à atribuição do “selo”, por exemplo, no que toca aos picos de corrente - 18A para Ultra2, versus 12.5A, para Select2 -, e no que toca às impedâncias mínimas: 3.2 ohms para todas as colunas (Ultra2), versus 4 ohms/frente + 8 ohms/surrond (Select2).

As zonas zone2 e zone3, são outra tendência recente, nesta classe de equipamentos. Estas zonas, representam a possibilidade de se ouvirem fontes de sinais diferentes, em salas diferentes, a partir do mesmo Yamaha. Relativamente à zone2, o RX-V4600 pode fornecer a amplificação, mas para uma terceira zona, só fornece o sinal (saída pré-amplificada).
Eu vejo uma utilidade muito reduzida nesta funcionalidade multi-zonas, até pelos cabos que serão necessários esticar e nos (re)transmissores de infra-vermelhos, precisos para que se possa controlar a unidade central, remotamente.

Outra característica que nunca exploro, é o suporte a 7 colunas + subwoofer. As minhas audições são feitas em configuração 5.1. A modalidade sonora a que mais recorro é o Dolby Digital, a partir de DVD-Video.

O Yamaha RX-V4600 foi integrado no seguinte sistema.
– colunas frontais Paradigm Reference Studio 100
– coluna central Castle Keep
– colunas posteriores Infinity Reference 50
– subwoofer Energy ES-8

[…]

Para continuar a ler, faça download do artigo integral, em Yamaha RX-V4600.

Yamaha RX V4600 (1 de 6)

Yamaha RX V4600 (1 de 6)

Yamaha RX V4600 (2 de 6)

Yamaha RX V4600 (2 de 6)

Yamaha RX V4600 (3 de 6)

Yamaha RX V4600 (3 de 6)

Yamaha RX V4600 (4 de 6)

Yamaha RX V4600 (4 de 6)

Yamaha RX V4600 (5 de 6)

Yamaha RX V4600 (5 de 6)

Yamaha RX V4600 (6 de 6)

Yamaha RX V4600 (6 de 6)


Comprar via Amazon.com:

Yamaha RX-V4600 - AV receiver - 7.1 channel

Comprar via Amazon.co.uk:

Não disponível.

Yamaha DVD S2500

Está disponível o meu artigo sobre o produto Yamaha DVD-S2500, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Yamaha DVD-S2500.

Aberta a guerra dos gravadores de DVD-Vídeo - que são máquinas também capazes de reproduzir filmes -, os equipamentos restritos à leitura de conteúdos, tentam cativar dois segmentos de mercado muito diferentes: o segmento em que o preço baixo é o único critério e o segmento em que a qualidade impera.
Suponho que para a generalidade dos consumidores realmente apreciadores de cinema em casa, o caminho da qualidade seja a única opção, principalmente porque assumindo que já existe um leitor de DVD no lar, só é racional substitui-lo por uma alternativa que faça mais e melhor.

Muito mais e muito melhor é a ambição do leitor Yamaha DVD-S2500. Este Yamaha é um leitor de discos ópticos diversos, suportando principalmente DVD-Vídeo, DVD-Áudio, Super Áudio CD (SA-CD), Vídeo-CD (VCD), Super VCD e CD-R(W), estes últimos podendo conter ficheiros MP3 e JPG.

Esta lista de funcionalidades não é extasiante: outros leitores domésticos de discos ópticos suportam conteúdos em formatos como WMA (Windows Media Audio), FLAC (um codec para a compressão de áudio, sem perda de dados), XVID e DIVX.
Também seria agradável que os ficheiros MP3 e JPG fossem suportados em DVD-R ou DVD-RW. Isso só não acontece devido à inflexibilidade da rotina que detecta a inserção desses discos, que procura de imediato a estrutura de ficheiros correspondente a um DVD-Vídeo, ignorando outras pastas e fazendo eject da rodela, com a mensagem de “Unknown”, no display frontal.
Para quem, ainda assim, quiser fazer autoria de discos com ficheiros MP3 e JPG, fica a nota que é sempre necessário finalizá-los (sinalizar que a tabela de conteúdos está encerrada).

O que o Yamaha DVD-S2500 omite, em formatos suportados, compensa em termos de ligações físicas. Este equipamento é tão completo que integra: ficha HDMI, fichas i.Link, interface RS-232C, descodificador de áudio com saídas analógicas 5.1, saídas de vídeo analógico composto, s-Vídeo e por componentes; as habituais saídas óptica e coaxial, para áudio digital, e um terminal para ligação do cabo de electricidade.
Acresce que as entranhas deste Yamaha orgulham-se de incluir electrónica Genesis/Faroudja (chip FLI-2310 LF) para o processamento de vídeo - essencialmente para o chamado vídeo progressivo, que consiste em não intervalar a emissão das linhas pares e ímpares, funcionando pois ao dobro da velocidade do vídeo interlaced.
A lista de logótipos estampados na frente do Yamaha informam deste “DCDi by Faroudja”, mas o logótipo poderá fazer hesitar algumas pessoas, devido à suposta frequência com que esta solução despoleta fenómenos de blocos de pixéis (macroblocking), apesar da excelência com que faz de-interlacing (vídeo progressivo) e anti-aliasing (eliminação de efeitos de escada). No teste propriamente dito, eu estaria/estive atento a esses fenómenos.

No papel, não subsistam dúvidas, o Yamaha DVD-S2500 é uma montra do melhor que há em electrónica doméstica.
O vídeo DAC (@ 216 MHz) tem uma resolução de 12 bits por componente de cor, o que matematicamente corresponde a mais cores do que aquelas que, em teoria, o nosso sentido da visão consegue distinguir.
O terminal HDMI (High Definition Multimedia Interface) suporta a transferência de vídeo não sujeito a (re)compressão, entre o Yamaha e um dispositivo de visualização compatível. A ficha HDMI é uma “evolução” da interface DVI (Digital Visual Interface), que junta ao sinal de vídeo, o transporte do sinal de áudio. Conforme seria de esperar, a ligação só será bem sucedida com equipamentos que façam HDCP (High bandwith Digital Content Protection), de forma a impedir cópias digitais dos conteúdos de “alta definição”.
Devo admitir que a expressão “alta definição” causa-me ligeiras reservas… 1080 linhas são ALTA definição em 2006? Talvez o fossem em 1996, mas parece-me uma adjectivação desvirtuada nestes dias que correm, em que não é assim tão invulgar trabalhar-se com resoluções de 2048 linhas e utilizarem-se máquinas de fotografar digitais com “olho” de 4368 linhas (12.8 MPixels). Talvez a “alta definição” HDMI seja uma expressão própria desta fase, em que só dispositivos CRT (em extinção) reproduzem 1:1 imagens de 2048+ linhas, e há que escoar LCDs e Plasmas de 1080 linhas. Em todo o caso, é um facto que só agora começam a surgir conteúdos passivos domésticos (filmes, séries de televisão), com 1080 linhas.
No Yamaha DVD-S2500, são suportados sinais HDMI 480p, 576p, 720p e 1080i : nestas referências, o número é o número de linhas; p significa “vídeo progressivo” e i significa “vídeo interlaced”.

Mas o som pode ser rei em muitas ocasiões - por exemplo, durante este teste, vi o filme The Village (2004), cujo suspense depende grandemente da acústica envolvente - e o DVD-S2500 não descura o áudio, recorrendo a DACs (Digital to Analogue Converters) de 192 kHz de amostragem e 24 bits de resolução, que só farão ouvir o seu melhor nos suportes SA-CD e DVD-Áudio.
Outros detalhes denotam atenção ao som; por exemplo: (1) são suportadas as meta-informações ID3 em ficheiros MP3, (2) a máquina integra descodificadores DTS e Dolby Digital, e os terminais 5.1 correspondentes são dourados; (3) as fichas i.Link (IEEE1394 ou firewire) estão presentes a pensar nos fluxos Linar PCM (DVD-Áudio) e DSD (Direct Stream Digital @ SA-CD); (4) é possível desligar completamente os circuitos de vídeo, durante sessões de áudio; e (5) o próprio painel frontal em alumínio oferece, teoricamente, um efeito de blindagem electro-magnética, que minimiza os eventuais efeitos de interferência que podem resultar da proximidade de dispositivos, como televisores.

Para lá das fichas já referidas, na parte de trás do Yamaha DVD-S2500, existe um selector “Scan Mode”, que comuta entre “interlace” e “progressive” e que muda o tipo de sinal de vídeo analógico emitido. Em caso de dificuldades com o sinal “progressive”, que podem acontecer com televisores velhos, o utilizador pode/deve mudar para “interlace”. No caso estar a ser lido algum disco nessa ocasião, o Yamaha faz stop, apresenta o seu “wallpaper” e depois dá continuidade ao filme, em 2, 3 segundos.

O telecomando é básico, mas funcional: as teclas têm cores, formas e localizações apropriadas, mas não há nada de relativamente distintivo, como retro-iluminação.

O sistema de menús é fácil de utilizar, mas comete algumas falhas, como esconder parcialmente o caminho da opção que está a ser trabalhada (mostrando apenas as opções terminais) e NÃO esconder certas opções, quando não se aplicam, como deixar ajustar Chroma Delay e Gamma - que só se afectam sinal de vídeo analógico feito sair pela saída por componentes - quando se está a utilizar a saída HDMI.

De todas as opções, as mais interessantes ficam no menú “Adv. Picture” (Advanced Picture). Este menú é riquíssimo e confere às possibilidade de ajuste do Yamaha um alcance que se tornou referência no meu universo de experiências, com leitores domésticos. De entre muitos ajustes, destaco a utilidade e o impacto notório de: True Life, DCDI, Chroma Delay, Gamma e Video Shift.

True Life (ajustável de 0 a +7) contribui para imagens mais vivas, tendo efeitos na côr e no contraste.
Directional Correction Deinterlacing (DCDI ligado/desligado), que só se aplica a vídeo progressivo, é uma forma de anti-aliasing; isto é, uma forma de evitar “efeitos de escada” artificiais, através de um processo matemático baseado em vectores horizontais de 2 pixéis. Os utilizadores de computadores acharão o funcionamento de DCDI similar ao que se faz no projecto “AVI Synth” (http://avisynth.sourceforge.net/).
Chroma Delay (-3 a +3), que só se aplica à saída de vídeo analógico por componentes, corrige a desincronia entre os sinais de luminância e crominância. Se, por exemplo, achar que há uma periferia luminosa nas formas que estão no ecrã, é possível que o seu sinal de vídeo tenha luz e côr fora de compasso.
Gamma (-7 a +7), que só se aplica à saída de vídeo analógico por componentes, na prática, serve para tornar mais visíveis as cenas escuras (valores positivos), ou acentuar contrastes (valores negativos).
Video Shift (+1 a +7), deixa ajustar a posição da imagem, para a esquerda ou para a direita, entre 1 a 7 pixéis.

É pena que alguns destes ajustes não sejam aplicáveis ao sinal HDMI.

[…]

Para continuar a ler, faça download do artigo integral, em Yamaha DVD-S2500.

Yamaha DVD S2500 (1 de 4)

Yamaha DVD S2500 (1 de 4)

Yamaha DVD S2500 (2 de 4)

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Yamaha DVD S2500 (3 de 4)

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Sony STR DB798

Está disponível o meu artigo sobre o produto Sony STR DB798, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Sony STR DB798.

O que apetece escrever é que o Sony STR-DB798 é o mais clássico dos amplificadores/descodificadores AV - isto no melhor dos sentidos!
Assim é, porque a sua estética ostensivamente funcional - com um painel frontal repleto de teclas para acesso directo às funções mais usuais, e não tanto… - está combinada com uma interface “directa”, em que o utilizador nunca é confrontado com o nome de tecnologias exóticas, nem tem que ligar um dispositivo de visualização externo, como um televisor, para aceder a todas as opções, via uma interface gráfica. É possível configurar a máquina, “apenas” lendo as indicações textuais que vão aparecendo no generoso display central.
Neste sentido, o Sony STR-DB798 rompe com a tendência de remeter funcionalidade para o telecomando e com o esforço tendente para o estéril, patente em alguma publicidade, de pavoneamento de características supostamente relevantes e revolucionantes (foi para rimar), que - afinal - não são assim tão únicas.

Por outras palavras, o utilizador deste equipamento não vai encontrar nem novidades radicais, nem tecnologias proprietárias cruciais, nem a adopção de algumas tendências recentes… para o bem e para o mal.
Para o mal, talvez esteja a ausência de MICrofone, para a configuração automática das colunas instaladas, suas características tímbricas e suas distâncias relativas… embora muitos (demasiados?) consumidores de equipamentos com essa característica, acabem por optar pela configuração personalizada.
Para o bem, porque - por uma vez - foi-me possível testar um “AV receiver”, sem ter que ir descobrir o que é a nova tecnologia pense-num-acrónimo-jeitoso.

Um “AV receiver” é um electrodoméstico que integra um sintonizador de rádio, com um descodificador de formatos vários de som digital, com amplificadores dedicados aos canais descodificados.
Este Sony faz sintonias AM e FM, suportando RDS (Radio Data System) e memória para até 30 canais, o que faz dele, por estes macro critérios, uma proposta nivelada com praticamente todos os AV receivers, de qualquer nível de preço.

Também na descodificação de som envolvente, este nipónico integra tudo o que é relevante: descodificação Dolby Prologic (DP), Dolby Prologic 2 (DP2), Dolby Digital (DD), Digital Theater System (DTS), DTS-EX, DTS 96/24 e DTS NEO:6.
Se o leitor for ler as características de um qualquer outro “AV receiver” vai, provavelmente, encontrar as mesmas potencialidades, qualquer que seja o preço. Esta banalização da abundância tecnológica impede algumas pessoas de perceberem o progresso extraordinário nesta área da electrónica doméstica, nos últimos anos! Mas é um facto que esse progresso aconteceu e que o consumidor acede hoje a um valor tremendo, em termos relativos, ao que acedia num passado muito próximo. Sim, o STR-DB798 não se distingue quantitativamente pelos descodificadores, mas isso acontece porque todo o mercado elevou a fasquia até ao nível delicioso em que se encontra!

Por fim, raro será o AV receiver que descodifique 7 canais e que não os amplifique a todos! Aqui, as distinções quantitativas podem fazer-se pela potência da amplificação. O Sony STR-DB798, prega uns generosos 100 W @ 8 ohms, por canal. É impressionante. É tudo impressionante, principalmente ao preço!

Terei estado a escrever que os AV receivers tornaram-se todos iguais? Não. Os AV receivers são delicados de distinguir no papel, mas são fáceis de contrastar, enquanto desempenham. O problema está em que poucos consumidores querem & podem sentir o desempenho, no seu contexto de audições.
Ao desempenharem, estes equipamentos acabam por diferenciar-se essencialmente na amplificação analógica. Não é trivial comparar-lhes a descodificação - até porque está a acontecer a um nível matemático, que os nossos sentidos não alcançam directamente - mas é possível ouvi-los (a materializarem o digital em analógico) e “sentir” quão naturais soam, quão volumosos erguem-se, e quão eventualmente tendenciosos para certa porção do espectro podem ser…

A frente do Sony STR-DB798, está dominada pelo mostrador central. Abaixo do mostrador estão pequenos botões de pressão, para navegação pelas sintonias de rádio memorizadas (preset tuning -/+), para navegação pelo espectro radiofónico (tuning -/+), e para selecção do modo sonoro activo (2 CH, Movie, Music) e da modalidade de descodificação nas colunas “surround back” (auto/on/off) - neste caso acho que só fazem sentido as opções off (quando não há colunas para o canal) ou auto (para que as colunas eventualmente associadas se activem automaticamente, havendo informação correspondente no filme/software). Como, neste teste, o Sony foi integrado numa configuração 5.1, desliguei as colunas Surround Back.

À esquerda do mostrador, ficam os controlos para acesso e navegação no sistema de menus, que tem necessariamente de ser visitado, ao menos para a configuração inaugural do equipamento. Abaixo desses controlos está uma entrada AV (Video 3 Input), com fichas para a recepção de áudio analógico estéreo, áudio digital, vídeo composto (RCA) e S-Vídeo.
Também estão disponíveis uma saída para auscultadores e uma tecla que comuta os jogos de colunas frontais activas (jogo A, jogo B, ambos, nenhum) - neste teste, só foram utilizadas as colunas A.

À direita do mostrador ficam o selector de fonte de sinal, o controlo de volume, e botões relacionados com a amplificação: Direct (para audições estéreo o menos processadas possível), Multi CH IN (para a utilização de descodificador externo) e Input Mode (fonte seleccionada automaticamente, fontes coaxiais, fontes ópticas, fontes analógicas).

Atrás, está disponíveis:
– 3 entradas/1 saída digitais, para áudio, por ficha óptica
– 2 entradas digitais, para áudio, por ficha coaxial
– 2 entradas/1 saída de vídeo, por componentes
– 3 entradas/1 saída analógicas, para áudio, incluindo uma phono
– 4 entradas/2 saídas AV (áudio estéreo, vídeo composto, s-vídeo)
– 1 saída para subwoofer

O Sony STR-DB798 foi integrado no seguinte sistema:
– colunas frontais Paradigm Reference Studio 100
– coluna central Castle Keep
– colunas posteriores Infinity Reference 50
– subwoofer Energy ES-8

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Para continuar a ler, faça download do artigo integral, em Sony STR DB798.

Sony STR DB798 (1 de 4)

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Sony STR DB798 (2 de 4)

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Sony STR DB798 (3 de 4)

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Sony STR DB798 (4 de 4)

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Sony STR-DB798 Dolby Digital DTS Receiver 7 x 110W - Silver

Panasonic NV GS180

Está disponível o meu artigo sobre o produto Panasonic NV GS180, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Panasonic NV GS180.

Com 500 gramas, já com bateria e cassete inserida, a Panasonic NV-GS180 é um concentrado de qualidade que teria parecido ficção científica, nos dias das primeiras câmaras “domésticas”: esta câmara regista vídeo digital (DV) em suporte MiniDV, podendo ainda funcionar como máquina fotográfica de 2.3 Mpixels (imagens até 1760×1320 pontos), em suporte SD, “olhando” o mundo, através de um trio de CCDs (Charge Coupled Device), cada um com aproximadamente 1/15 cm2 de área, suficiente para electro-interpretar 0.8 Mpixels “brutos”, dos quais metade (400K) serão efectivamente representados na informação de vídeo e 530K em fotografia.

Embora para o consumidor “episódico” de vídeo-câmaras, como eu, as características da NV-GS180 pareçam extraordinárias, o facto é que o mercado destes dispositivos está repleto de propostas próximas e impressionantes, pelo que, na própria linha da Panasonic, é possível encontrar modelos basicamente equivalentes àquele que aqui se testa. Ocorre-me a Panasonic GS150, que integra flash para fotografia e um mecanismo plástico, para protecção automática da lente, e que é ligeiramente mais pesada.

Optar por uma câmara de filmar, como tantas coisas, é um problema de decisão complexo. Enquanto decisor, parece-me conveniente adiantar as características que mais valorizo e as que me são irrelevantes.
É-me irrelevante a funcionalidade de máquina de fotografar, pelo que neste artigo, para além da referência técnica a essa função, pouco mais escreverei sobre o assunto.
O que eu realmente aprecio é a qualidade de vídeo: as cores registadas são fiéis às observadas? Há fenómenos de esbatimento cromático? Há detalhe na imagem, ou há porções que se esmagam, como que partes do mesmo objecto?
A liberdade criativa também deve ser muito considerada, mas há aqui necessidade de um balanço com o conforto de utilização. Por exemplo, seria muito bem recebido pelos “mais exigentes” um anel para a focagem manual, em alternativa a botões para esse efeito; mas como a generalidade das pessoas trabalha as máquinas de filmar domésticas com a mão direita para segurar-lhes o corpo e a mão esquerda para orientar-lhes o ecrã LCD, não sobrariam mãos para a focagem manual por anel: venceu o conforto, a custo da liberdade criativa de focagem mais “fina” que um anel de foco concederia.
 
No que toca à qualidade de vídeo destes equipamentos, generalizando, é sensato esperar melhor fidelidade de cor em câmaras de 3 CCDs (versus 1 CCD), mais também maior sensibilidade à luz. Utilizando 3 CCDs, a mesma imagem é percebida por três sensores diferentes, que podem assim electro-interpretar cada um dos componentes de cor, desde que se utilize o modelo matemático de representação adequado, como RGB (Red Green Blue) - não esquecer que vídeo digital é sinónimo de vídeo matemático.
Infelizmente - o controlo de custos a isso obriga - quando se recorre a múltiplos CCDs, os sensores são de muito menor área do que nas soluções singulares. Como a área de cada CCD é menor, há menos luz a ser recolhida, por componente de cor, pelo que os resultados “brutos” em circunstâncias de luminosidade pobre poderão ser menos bons: leia-se com mais grão e com tendência para o monocromático, à medida que os fotões vão rareando.
 
Duas características da NV-GS180 deverão ser apelativas: o zoom óptico de 10x e a tecnologia para estabilização de imagem.
Sobre o zoom, 10x é um ganho considerável e não será fácil encontrar-se superior, no seu segmento de preços. Quanto ao zoom digital, deve ser ignorado - se for realmente importante aumentar a imagem, é preferível utilizar software para fazê-lo e não artificializar a gravação original, recorrendo a esse processamento em tempo real.
Sobre a estabilização de imagem, em geral, existem duas soluções: a estabilização digital e a estabilização analógica. Esta Panasonic NV-GS180, recorre a um sistema digital, que se designa por EIS (Electronic Image Stabilization), em que a imagem é sujeita a processamento matemático que procura compensar as oscilações previsíveis em zooms mais intensos e em situações de trepidação regular. Nos sistemas analógicos de estabilização, minimiza-se ou anula-se o processamento, por recurso a mecanismos “naturais” de amortecimento, absorção e compensação.
Em ambos os cenários, não devem alimentar-se grandes esperanças, quanto ao efeito correctivo das estabilizações. Sendo pragmático, obtêm-se bons resultados para trepidações mínimas, mas não é possível anular, por exemplo, os solavancos constantes de um passeio de bicicleta por terreno pedregoso.

O sistema EIS não funciona no modo de registo 16:9. Isto acontece porque os pontos que o algoritmo EIS considera para determinar as correcções, estão precisamente situados em linhas que desaparecem em 16:9…
Com isto, fica a informação de que esta máquina pode gravar em formatos 4:3 ou 16:9. Está ainda disponível um terceiro “formato”, muito desinteressante, que é o 4:3 + barras horizontais…

A visualização do que se está a gravar, pode ser feita por um visor LCD de 2.5 polegadas, ou pelo “viewfinder”, a cores, de 0.33 polegadas. O ângulo do viewfinder não é ajustável (está fixo ao corpo da máquina), mas eu continuo a preferi-lo ao LCD. Penso que esta é uma daquelas preferências que está totalmente relacionada com as primeiras experiências: como as primeiras máquinas que utilizei foram todas baseadas em “viewfinder”, por desconfortável que seja uma interface monóculo, acabo por conseguir melhores resultados com ela. Para quando uma interface binóculo?

A este propósito, no que toca à disposição dos controlos da Panasonic, tenho elogios. O controlo mais discutível é o do zoom: a tecla associada está na parte superior do compartimento para a cassete, devendo ser empurrada para a esquerda/direita, para afastar/aproximar os objectos de focagem. Decidir se o afastar/aproximar se faz rápida ou lentamente, exige uma sensibilidade que melhorará com o “treino”, embora seja razoavelmente acessível, desde o primeiro contacto.
O controlo “chave” da máquina é um círculo de funções (mode dial), que decide se o modo de operação é o de máquina de filmar (em gravação ou em “play”), o de máquina de fotografar (em fotografia ou em reprodução), ou o de interface com o computador pessoal (PC), via ficha USB2, para passagem das fotos no cartão SD. Para além da interface USB2 com o PC, para as fotos, está presente uma ficha mini-firewire, para a entrada/saída de vídeo digital - esta ficha está bem situada, na face plástica que aloja o LCD.

A bateria de iões de lítio fornecida, deverá assegurar mais de uma hora de gravação contínua. O tempo de utilização disponível será maximizado, se o utilizador optar pelo viewfinder, relativamente ao LCD, e não abusar de funções como a “0 Lux MagicPix”, destinada à operação em contextos de total escuridão, recorrendo à luz do LCD…
A activação de opções específicas de cada modo de funcionamento, como a activação de EIS, redução do ruído do vento, fotografia controlada por relógio interno, e fotografias em sequência (ao ritmo de uma por cada meio segundo), faz-se por um pequeníssimo joystick/cursor, situado no centro do modo dial.

Relativamente aos modos de gravação pré-definidos, destaco o (1) sports, que recorre a uma velocidade de obturador mais elevada, logo exigindo mais luz; o (2) portrait, que desfoca o background e faz sobressair o objecto central de foco; o (3) low light, que facilita o registo em contextos de pouca luz, por meios diversos, como aumento do tempo de exposição e estímulo digital do brilho da imagem; e o (4) surf & snow mode que facilita registos quando há muito branco, como cenas de neve.

Estes modos pré-receitados, bem como o próprio uso de EIS, podem conduzir a cores e luminosidades artificiais; por isso, a Panasonic NV-GS180 permite a operação manual de tudo o que necessitei e que parece fazer sentido numa proposta “doméstica”: velocidade de obturação (1/60 a 1/8000), balanço de brancos, focagem, abertura de Íris (F16 a F2), zoom e ganho de brilho (medido em dB, devendo usar-se +dB, para maior iluminação da imagem registada).
A manipulação do “ganho” (em dB) é uma funcionalidade interessante porque pode ajudar a contornar, com eficácia, a eventual desvantagem das soluções 3 CCD, no que toca à quantidade de luz, naturalmente percebida na cena.

Bem, e a qualidade dos resultados?

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Panasonic NV GS180 (1 de 4)

Panasonic NV GS180 (1 de 4)

Panasonic NV GS180 (2 de 4)

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Panasonic NV GS180 (3 de 4)

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Panasonic NV GS180 (4 de 4)

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Panasonic NV GS180

Onkyo TX SR703e

Está disponível o meu artigo sobre o produto Onkyo TX-SR703E, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Onkyo TX-SR703E.

O Onkyo TX-SR703E é um amplificador de 7 canais, com certificações THX Surround EX e THX Select 2, com um sintonizador de rádio AM/FM RDS, e um descodificador, conhecedor de todas as modalidades relevantes de som envolvente. Como ele, há muitas, muitas outras propostas, de outras marcas e da própria Onkyo: esta competição tem significado mais valor para o consumidor.
Este TX-SR703E não inclui fichas HDMI, para o transporte simultâneo de áudio e de vídeo digitais - o modelo 803E da Onkyo já inclui essas fichas. Na prática, isto significa uma economia de recursos, que se traduz no preço e que faz sentido para muitos consumidores, cujos sistemas, principalmente a nível da fonte de imagem, não explorariam essa característica. Eu incluo-me nesses consumidores: para vídeo de “alta” definição, como 768 linhas, uma saída analógica (S)VGA continua a ser uma opção satisfatória.
Mas é um facto que estes equipamentos atingiram uma complexidade que pode assustar. Quem estiver de fora do mundo do áudio e do cinema-em-casa, depara-se com uma barreira de nomes “estranhos” presentes nos manuais, com a agravante desses nomes serem apenas referências tecnológicas e não serem realmente importantes, para a fruição do aparelho. Por outras palavras, a quantidade de tecnologia embebida nos receptores AV, em certa perspectiva, pode tornar-se um obstáculo à sua adopção.
O crescimento do mercado destes aparelhos passa pela simplificação, de que são exemplos (1) as interfaces gráficas para configurações, (2) o cabo único para sessões AV HDMI, e (3) os microfones para auto-reconhecimento das colunas.

O Onkyo TX-SR703E é mais um aderente à configuração automática, por microfone. O que isto significa é que, depois de uns ruídos de teste, o utilizador fica com o sistema “calibrado” para as colunas instaladas. O setup da Onkyo, faz (1) a detecção da presença de subwoofer, (2) o ajuste da frequência de corte das colunas, (3) a medição das distâncias das colunas à posição do microfone, (4) ajustes de intensidade, por canal, medidos em dB, e (5) ajustes de intensidade, por canal e por regiões particulares do espectro de frequências.
É sensato verificar os valores automáticos, principalmente para as distâncias e para a presença de subwoofer - é possível que sejam necessárias correcções. A ideia do microfone não é tanto substituir o utilizador, mas facilitar-lhe a vida.

A frente do TX-SR703E é discreta, salvo a iluminação azul, da periferia do controlo de volume. O destaque vai para o grande mostrador central, abaixo do qual se encontram botões para acesso directo às fontes de sinal e configuração do display.
Há dois botões para ligar/desligar este Onkyo: um que controla efectivamente a alimentação eléctrica (power), outro que comuta o modo de standby.
Quem fizer muitas audições estéreo, deverá apreciar o botão “Pure Audio”, que assegura o circuito mais directo possível, entre o sinal admitido e o sinal para as colunas de som.
Uma tampa rebatível condiciona o acesso à saída para auscultadores, a controlos relacionados com a sintonia de rádio (subir/descer/memorizar frequência), a um jogo de entradas AV (video 4 input), e à entrada para o microfone de configuração.

A parte de trás do Onkyo é mais interessante, principalmente pela qualidade dos terminais de coluna e pelos códigos de cores da generalidade das fichas, que facilitam muito a ligação de cabos.
Um dos terminais de coluna está etiquetado de “Zone 2 Speakers” e relaciona-se com a tecla de “Zone 2″, escondida pela tampa rebatível já mencionada. A ideia é permitir a audição simultânea de conteúdos diferentes, em duas zonas da casa. De notar que é necessário ter cabos de interligação entre o amplificador e a zona 2, pela que a utilidade desta função é limitada.

Eis as (outras) características importantes do Onkyo TX-SR703E:

– Potência de 7 x 130W @ 6 Ohms;
– descodificação Dolby Digital (DD), DD EX, Dolby Prologic IIx;
– DACs de 24 bits de resolução @ 192 kHz de amostragem;
– Conversão de vídeo analógico, admitido por fichas s-video ou de vídeo composto, para vídeo por componentes;
– controlo manual da frequência de crossover, a partir de 40 Hz, até 200 Hz (40, 60, 70, 80, 90, 100, 120, 150, 200);
– ajuste do eventual desfasamento entre áudio e vídeo até 250 ms (AV Lip Sync);
– 3 entradas + 1 saída, de vídeo analógico, por componentes;
– 5 entradas + 3 saídas, de vídeo analógico, por ficha s-video;
– 5 entradas + 3 saídas, de vídeo analógico, por fichas RCA;
– 3 entradas + 1 saída de áudio analógico;
– 7 entradas + 1 saída de áudio digital (5 ópticas, 2 coaxiais / 1 óptica);
– saídas 7.1 de todos os canais descodificados;
– entradas 7.1 de todos os canais amplificáveis;
– sintonizador de rádio com memória para 40 estações;
– entrada de phono!

O Onkyo TX-SR703E foi integrado no meu sistema:
– colunas frontais Paradigm Reference Studio 100
– coluna central Castle Keep
– colunas posteriores Infinity Reference 50
– subwoofer Energy ES-8

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Onkyo TX SR703e (1 de 4)

Onkyo TX SR703e (1 de 4)

Onkyo TX SR703e (2 de 4)

Onkyo TX SR703e (2 de 4)

Onkyo TX SR703e (3 de 4)

Onkyo TX SR703e (3 de 4)

Onkyo TX SR703e (4 de 4)

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