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Yamaha RX V4600

Está disponível o meu artigo sobre o produto Yamaha RX-V4600, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Yamaha RX-V4600.

O RX-V4600 é um “AV Receiver”: um aparelho que integra (1) a descodificação de vários formatos de áudio, (2) a amplificação de todos os canais que identifica nesses formatos; e (3) a sintonia de rádio AM/FM.
A competição na família destes equipamentos, nunca foi tão intensa - o valor para o consumidor aumentou consideravelmente. A norma parece ser agora a da inclusão de sete amplificadores e a da auto-configuração, por microfone. A diferença do RX-V4600 está no suporte a fichas i-Link (firewire) e HDMI (High Definition Multimedia Interface), para a condução de áudio digital e áudio digital + vídeo digital, respectivamente.

A auto-configuração do equipamento faz-se pelo sistema YPAO (Yamaha Parametric Room Acoustic Optimizer). Para o utilizador, bastará ligar, à frente do aparelho, o microfone fornecido e transportá-lo até à posição de audição. Quando o processo se iniciar, pela emissão de ruídos de sondagem, o equipamento vai tentar determinar, automaticamente (1) a polaridade (in)correcta na ligação dos fios, às colunas; (2) a distância para as colunas instaladas; (3) o “tamanho” das colunas, consoante a sua aptidão para as baixas frequências (large, medium, small); (4) ajustes espectrais a injectar, por canal (EQualization), e (5) o nível de intensidade por coluna, para um desempenho harmonioso do conjunto (ajustes de -6 dB a +6dB).
Recomenda-se que o utilizador confira os valores auto-detectados, com os valores reais que conseguir medir… Provavelmente, detectará erros nas distâncias. Outros “erros” podem ter segundas intenções: por exempo, uma coluna “grande” detectada como small, poderá dever-se à presença de um subwoofer muito capaz, libertando-se assim recursos de amplificação, ao dispensar a coluna em causa, da reprodução das frequências mais baixas.
De referir que o sistema YPAO não faz quaisquer ajustes espectrais, para frequências inferiores a 62.5 Hz e não gere o subwoofer. Assim, o comportamento do subwoofer, será o que o utilizador tiver configurado manualmente, ou o que será ditado por crossover externo, quando estiver realmente a ser apreciado algum filme.

Embora o grande factor diferenciador do RX-V4600 sejam as fichas HDMI e i-Link, é preciso não alimentar expectativas desmedidas, quanto ao que se pode fazer. Por exemplo, o equipamento não faz a conversão de vídeo digital para vídeo analógico, em circunstância alguma. Como tal, não será possível ter presente o vídeo que está a ser admitido pelos inputs HDMI1 ou HDMI2, nas saídas de vídeo por componentes, s-vídeo ou vídeo composto, frustrando quem queira ligar o Yamaha a dispositivos com essas entradas, ou quem queira fazer cópias analógicas.
Para simplificar: um sinal admitido via HDMI, vídeo ou áudio, nunca é disponibilizado em versão analógica. No caso dos sinais de vídeo, isto quer dizer que o dispositivo de visualização terá que ser HDMI + HDCP compatível. HDCP significa suportar Content Protection, para impedir cópias binárias…
No caso do áudio, é possível que as saídas digitais “habituais” (ópticas e coaxiais) façam, nalguns casos, o output do sinal HDMI admitido.

As fichas iLink são compatíveis com sinais PCM multi-canal, Bitstream e DSD. O formato DSD é o formato dos Super Audio CDs (SACDs), codificando 2, 5 ou 6 canais de som. O formato Bitstream é o mais usual, utilizado nas populares envolvências Dolby Digital e DTS, em DVD-Vídeo. Os discos DVD-Áudio recorrem ao formato PCM.

A boa notícia, no que toca a conversões, está no vídeo analógico: qualquer sinal, como vídeo composto ou s-vídeo, é convertido para vídeo por componentes!

Eis outras características relevantes, do Yamaha RX-V4600:
– potência de 7 x 130 W RMS @ 8 ohm (frente = 130 + 130 ; centro = 130 ; surround = 130 + 130 ; surround back = 130 + 130);
– certificação THX Select2;
– descodificador Dolby Digital + Dolby Digital EX;
– descodificador DTS/DTS-ES Matrix 6.1, Discrete 6.1, DTS Neo:6, DTS 96/24;
– descodificador Dolby Prologic II + Dolby Prologic Iix;
– conversor digital/analógico 192 kHz, 24 bits;
– possibilidade de funcionamento Pure Direct, para som analógico e digital DSD e PCM;
– sistema de menús gráfico, hierárquico e com invulgaridades, como ser possível mudar o nome associados às entradas;
– três zonas: main, zone2 (pré-out + amplificação), zone3 (só pré-out);
– dois telecomandos: (1) um inteligente, capaz de aprender outros comandos, por códigos e por infra-vermelhos; (2) outro versão “reduzida”, a pensar no controlo da Zone2;
– 6 inputs de áudio digital (toslink) + 3 outputs de áudio digital (coaxial);
– 2 inputs HDMI + 1 output HDMI;
– 2 inputs i-Link;
– 3 inputs de vídeo por components + 1 output por componentes (monitor).

A certificação THX Select2 é a versão “doméstica” da THX Ultra2. Há diferenças consideráveis durante os testes que conduzem à atribuição do “selo”, por exemplo, no que toca aos picos de corrente - 18A para Ultra2, versus 12.5A, para Select2 -, e no que toca às impedâncias mínimas: 3.2 ohms para todas as colunas (Ultra2), versus 4 ohms/frente + 8 ohms/surrond (Select2).

As zonas zone2 e zone3, são outra tendência recente, nesta classe de equipamentos. Estas zonas, representam a possibilidade de se ouvirem fontes de sinais diferentes, em salas diferentes, a partir do mesmo Yamaha. Relativamente à zone2, o RX-V4600 pode fornecer a amplificação, mas para uma terceira zona, só fornece o sinal (saída pré-amplificada).
Eu vejo uma utilidade muito reduzida nesta funcionalidade multi-zonas, até pelos cabos que serão necessários esticar e nos (re)transmissores de infra-vermelhos, precisos para que se possa controlar a unidade central, remotamente.

Outra característica que nunca exploro, é o suporte a 7 colunas + subwoofer. As minhas audições são feitas em configuração 5.1. A modalidade sonora a que mais recorro é o Dolby Digital, a partir de DVD-Video.

O Yamaha RX-V4600 foi integrado no seguinte sistema.
– colunas frontais Paradigm Reference Studio 100
– coluna central Castle Keep
– colunas posteriores Infinity Reference 50
– subwoofer Energy ES-8

[…]

Para continuar a ler, faça download do artigo integral, em Yamaha RX-V4600.

Yamaha RX V4600 (1 de 6)

Yamaha RX V4600 (1 de 6)

Yamaha RX V4600 (2 de 6)

Yamaha RX V4600 (2 de 6)

Yamaha RX V4600 (3 de 6)

Yamaha RX V4600 (3 de 6)

Yamaha RX V4600 (4 de 6)

Yamaha RX V4600 (4 de 6)

Yamaha RX V4600 (5 de 6)

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Yamaha RX V4600 (6 de 6)

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Yamaha RX-V4600 - AV receiver - 7.1 channel

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Yamaha DVD S2500

Está disponível o meu artigo sobre o produto Yamaha DVD-S2500, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Yamaha DVD-S2500.

Aberta a guerra dos gravadores de DVD-Vídeo - que são máquinas também capazes de reproduzir filmes -, os equipamentos restritos à leitura de conteúdos, tentam cativar dois segmentos de mercado muito diferentes: o segmento em que o preço baixo é o único critério e o segmento em que a qualidade impera.
Suponho que para a generalidade dos consumidores realmente apreciadores de cinema em casa, o caminho da qualidade seja a única opção, principalmente porque assumindo que já existe um leitor de DVD no lar, só é racional substitui-lo por uma alternativa que faça mais e melhor.

Muito mais e muito melhor é a ambição do leitor Yamaha DVD-S2500. Este Yamaha é um leitor de discos ópticos diversos, suportando principalmente DVD-Vídeo, DVD-Áudio, Super Áudio CD (SA-CD), Vídeo-CD (VCD), Super VCD e CD-R(W), estes últimos podendo conter ficheiros MP3 e JPG.

Esta lista de funcionalidades não é extasiante: outros leitores domésticos de discos ópticos suportam conteúdos em formatos como WMA (Windows Media Audio), FLAC (um codec para a compressão de áudio, sem perda de dados), XVID e DIVX.
Também seria agradável que os ficheiros MP3 e JPG fossem suportados em DVD-R ou DVD-RW. Isso só não acontece devido à inflexibilidade da rotina que detecta a inserção desses discos, que procura de imediato a estrutura de ficheiros correspondente a um DVD-Vídeo, ignorando outras pastas e fazendo eject da rodela, com a mensagem de “Unknown”, no display frontal.
Para quem, ainda assim, quiser fazer autoria de discos com ficheiros MP3 e JPG, fica a nota que é sempre necessário finalizá-los (sinalizar que a tabela de conteúdos está encerrada).

O que o Yamaha DVD-S2500 omite, em formatos suportados, compensa em termos de ligações físicas. Este equipamento é tão completo que integra: ficha HDMI, fichas i.Link, interface RS-232C, descodificador de áudio com saídas analógicas 5.1, saídas de vídeo analógico composto, s-Vídeo e por componentes; as habituais saídas óptica e coaxial, para áudio digital, e um terminal para ligação do cabo de electricidade.
Acresce que as entranhas deste Yamaha orgulham-se de incluir electrónica Genesis/Faroudja (chip FLI-2310 LF) para o processamento de vídeo - essencialmente para o chamado vídeo progressivo, que consiste em não intervalar a emissão das linhas pares e ímpares, funcionando pois ao dobro da velocidade do vídeo interlaced.
A lista de logótipos estampados na frente do Yamaha informam deste “DCDi by Faroudja”, mas o logótipo poderá fazer hesitar algumas pessoas, devido à suposta frequência com que esta solução despoleta fenómenos de blocos de pixéis (macroblocking), apesar da excelência com que faz de-interlacing (vídeo progressivo) e anti-aliasing (eliminação de efeitos de escada). No teste propriamente dito, eu estaria/estive atento a esses fenómenos.

No papel, não subsistam dúvidas, o Yamaha DVD-S2500 é uma montra do melhor que há em electrónica doméstica.
O vídeo DAC (@ 216 MHz) tem uma resolução de 12 bits por componente de cor, o que matematicamente corresponde a mais cores do que aquelas que, em teoria, o nosso sentido da visão consegue distinguir.
O terminal HDMI (High Definition Multimedia Interface) suporta a transferência de vídeo não sujeito a (re)compressão, entre o Yamaha e um dispositivo de visualização compatível. A ficha HDMI é uma “evolução” da interface DVI (Digital Visual Interface), que junta ao sinal de vídeo, o transporte do sinal de áudio. Conforme seria de esperar, a ligação só será bem sucedida com equipamentos que façam HDCP (High bandwith Digital Content Protection), de forma a impedir cópias digitais dos conteúdos de “alta definição”.
Devo admitir que a expressão “alta definição” causa-me ligeiras reservas… 1080 linhas são ALTA definição em 2006? Talvez o fossem em 1996, mas parece-me uma adjectivação desvirtuada nestes dias que correm, em que não é assim tão invulgar trabalhar-se com resoluções de 2048 linhas e utilizarem-se máquinas de fotografar digitais com “olho” de 4368 linhas (12.8 MPixels). Talvez a “alta definição” HDMI seja uma expressão própria desta fase, em que só dispositivos CRT (em extinção) reproduzem 1:1 imagens de 2048+ linhas, e há que escoar LCDs e Plasmas de 1080 linhas. Em todo o caso, é um facto que só agora começam a surgir conteúdos passivos domésticos (filmes, séries de televisão), com 1080 linhas.
No Yamaha DVD-S2500, são suportados sinais HDMI 480p, 576p, 720p e 1080i : nestas referências, o número é o número de linhas; p significa “vídeo progressivo” e i significa “vídeo interlaced”.

Mas o som pode ser rei em muitas ocasiões - por exemplo, durante este teste, vi o filme The Village (2004), cujo suspense depende grandemente da acústica envolvente - e o DVD-S2500 não descura o áudio, recorrendo a DACs (Digital to Analogue Converters) de 192 kHz de amostragem e 24 bits de resolução, que só farão ouvir o seu melhor nos suportes SA-CD e DVD-Áudio.
Outros detalhes denotam atenção ao som; por exemplo: (1) são suportadas as meta-informações ID3 em ficheiros MP3, (2) a máquina integra descodificadores DTS e Dolby Digital, e os terminais 5.1 correspondentes são dourados; (3) as fichas i.Link (IEEE1394 ou firewire) estão presentes a pensar nos fluxos Linar PCM (DVD-Áudio) e DSD (Direct Stream Digital @ SA-CD); (4) é possível desligar completamente os circuitos de vídeo, durante sessões de áudio; e (5) o próprio painel frontal em alumínio oferece, teoricamente, um efeito de blindagem electro-magnética, que minimiza os eventuais efeitos de interferência que podem resultar da proximidade de dispositivos, como televisores.

Para lá das fichas já referidas, na parte de trás do Yamaha DVD-S2500, existe um selector “Scan Mode”, que comuta entre “interlace” e “progressive” e que muda o tipo de sinal de vídeo analógico emitido. Em caso de dificuldades com o sinal “progressive”, que podem acontecer com televisores velhos, o utilizador pode/deve mudar para “interlace”. No caso estar a ser lido algum disco nessa ocasião, o Yamaha faz stop, apresenta o seu “wallpaper” e depois dá continuidade ao filme, em 2, 3 segundos.

O telecomando é básico, mas funcional: as teclas têm cores, formas e localizações apropriadas, mas não há nada de relativamente distintivo, como retro-iluminação.

O sistema de menús é fácil de utilizar, mas comete algumas falhas, como esconder parcialmente o caminho da opção que está a ser trabalhada (mostrando apenas as opções terminais) e NÃO esconder certas opções, quando não se aplicam, como deixar ajustar Chroma Delay e Gamma - que só se afectam sinal de vídeo analógico feito sair pela saída por componentes - quando se está a utilizar a saída HDMI.

De todas as opções, as mais interessantes ficam no menú “Adv. Picture” (Advanced Picture). Este menú é riquíssimo e confere às possibilidade de ajuste do Yamaha um alcance que se tornou referência no meu universo de experiências, com leitores domésticos. De entre muitos ajustes, destaco a utilidade e o impacto notório de: True Life, DCDI, Chroma Delay, Gamma e Video Shift.

True Life (ajustável de 0 a +7) contribui para imagens mais vivas, tendo efeitos na côr e no contraste.
Directional Correction Deinterlacing (DCDI ligado/desligado), que só se aplica a vídeo progressivo, é uma forma de anti-aliasing; isto é, uma forma de evitar “efeitos de escada” artificiais, através de um processo matemático baseado em vectores horizontais de 2 pixéis. Os utilizadores de computadores acharão o funcionamento de DCDI similar ao que se faz no projecto “AVI Synth” (http://avisynth.sourceforge.net/).
Chroma Delay (-3 a +3), que só se aplica à saída de vídeo analógico por componentes, corrige a desincronia entre os sinais de luminância e crominância. Se, por exemplo, achar que há uma periferia luminosa nas formas que estão no ecrã, é possível que o seu sinal de vídeo tenha luz e côr fora de compasso.
Gamma (-7 a +7), que só se aplica à saída de vídeo analógico por componentes, na prática, serve para tornar mais visíveis as cenas escuras (valores positivos), ou acentuar contrastes (valores negativos).
Video Shift (+1 a +7), deixa ajustar a posição da imagem, para a esquerda ou para a direita, entre 1 a 7 pixéis.

É pena que alguns destes ajustes não sejam aplicáveis ao sinal HDMI.

[…]

Para continuar a ler, faça download do artigo integral, em Yamaha DVD-S2500.

Yamaha DVD S2500 (1 de 4)

Yamaha DVD S2500 (1 de 4)

Yamaha DVD S2500 (2 de 4)

Yamaha DVD S2500 (2 de 4)

Yamaha DVD S2500 (3 de 4)

Yamaha DVD S2500 (3 de 4)

Yamaha DVD S2500 (4 de 4)

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Yamaha DVD S2500 - DVD player

Sony STR DB798

Está disponível o meu artigo sobre o produto Sony STR DB798, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Sony STR DB798.

O que apetece escrever é que o Sony STR-DB798 é o mais clássico dos amplificadores/descodificadores AV - isto no melhor dos sentidos!
Assim é, porque a sua estética ostensivamente funcional - com um painel frontal repleto de teclas para acesso directo às funções mais usuais, e não tanto… - está combinada com uma interface “directa”, em que o utilizador nunca é confrontado com o nome de tecnologias exóticas, nem tem que ligar um dispositivo de visualização externo, como um televisor, para aceder a todas as opções, via uma interface gráfica. É possível configurar a máquina, “apenas” lendo as indicações textuais que vão aparecendo no generoso display central.
Neste sentido, o Sony STR-DB798 rompe com a tendência de remeter funcionalidade para o telecomando e com o esforço tendente para o estéril, patente em alguma publicidade, de pavoneamento de características supostamente relevantes e revolucionantes (foi para rimar), que - afinal - não são assim tão únicas.

Por outras palavras, o utilizador deste equipamento não vai encontrar nem novidades radicais, nem tecnologias proprietárias cruciais, nem a adopção de algumas tendências recentes… para o bem e para o mal.
Para o mal, talvez esteja a ausência de MICrofone, para a configuração automática das colunas instaladas, suas características tímbricas e suas distâncias relativas… embora muitos (demasiados?) consumidores de equipamentos com essa característica, acabem por optar pela configuração personalizada.
Para o bem, porque - por uma vez - foi-me possível testar um “AV receiver”, sem ter que ir descobrir o que é a nova tecnologia pense-num-acrónimo-jeitoso.

Um “AV receiver” é um electrodoméstico que integra um sintonizador de rádio, com um descodificador de formatos vários de som digital, com amplificadores dedicados aos canais descodificados.
Este Sony faz sintonias AM e FM, suportando RDS (Radio Data System) e memória para até 30 canais, o que faz dele, por estes macro critérios, uma proposta nivelada com praticamente todos os AV receivers, de qualquer nível de preço.

Também na descodificação de som envolvente, este nipónico integra tudo o que é relevante: descodificação Dolby Prologic (DP), Dolby Prologic 2 (DP2), Dolby Digital (DD), Digital Theater System (DTS), DTS-EX, DTS 96/24 e DTS NEO:6.
Se o leitor for ler as características de um qualquer outro “AV receiver” vai, provavelmente, encontrar as mesmas potencialidades, qualquer que seja o preço. Esta banalização da abundância tecnológica impede algumas pessoas de perceberem o progresso extraordinário nesta área da electrónica doméstica, nos últimos anos! Mas é um facto que esse progresso aconteceu e que o consumidor acede hoje a um valor tremendo, em termos relativos, ao que acedia num passado muito próximo. Sim, o STR-DB798 não se distingue quantitativamente pelos descodificadores, mas isso acontece porque todo o mercado elevou a fasquia até ao nível delicioso em que se encontra!

Por fim, raro será o AV receiver que descodifique 7 canais e que não os amplifique a todos! Aqui, as distinções quantitativas podem fazer-se pela potência da amplificação. O Sony STR-DB798, prega uns generosos 100 W @ 8 ohms, por canal. É impressionante. É tudo impressionante, principalmente ao preço!

Terei estado a escrever que os AV receivers tornaram-se todos iguais? Não. Os AV receivers são delicados de distinguir no papel, mas são fáceis de contrastar, enquanto desempenham. O problema está em que poucos consumidores querem & podem sentir o desempenho, no seu contexto de audições.
Ao desempenharem, estes equipamentos acabam por diferenciar-se essencialmente na amplificação analógica. Não é trivial comparar-lhes a descodificação - até porque está a acontecer a um nível matemático, que os nossos sentidos não alcançam directamente - mas é possível ouvi-los (a materializarem o digital em analógico) e “sentir” quão naturais soam, quão volumosos erguem-se, e quão eventualmente tendenciosos para certa porção do espectro podem ser…

A frente do Sony STR-DB798, está dominada pelo mostrador central. Abaixo do mostrador estão pequenos botões de pressão, para navegação pelas sintonias de rádio memorizadas (preset tuning -/+), para navegação pelo espectro radiofónico (tuning -/+), e para selecção do modo sonoro activo (2 CH, Movie, Music) e da modalidade de descodificação nas colunas “surround back” (auto/on/off) - neste caso acho que só fazem sentido as opções off (quando não há colunas para o canal) ou auto (para que as colunas eventualmente associadas se activem automaticamente, havendo informação correspondente no filme/software). Como, neste teste, o Sony foi integrado numa configuração 5.1, desliguei as colunas Surround Back.

À esquerda do mostrador, ficam os controlos para acesso e navegação no sistema de menus, que tem necessariamente de ser visitado, ao menos para a configuração inaugural do equipamento. Abaixo desses controlos está uma entrada AV (Video 3 Input), com fichas para a recepção de áudio analógico estéreo, áudio digital, vídeo composto (RCA) e S-Vídeo.
Também estão disponíveis uma saída para auscultadores e uma tecla que comuta os jogos de colunas frontais activas (jogo A, jogo B, ambos, nenhum) - neste teste, só foram utilizadas as colunas A.

À direita do mostrador ficam o selector de fonte de sinal, o controlo de volume, e botões relacionados com a amplificação: Direct (para audições estéreo o menos processadas possível), Multi CH IN (para a utilização de descodificador externo) e Input Mode (fonte seleccionada automaticamente, fontes coaxiais, fontes ópticas, fontes analógicas).

Atrás, está disponíveis:
– 3 entradas/1 saída digitais, para áudio, por ficha óptica
– 2 entradas digitais, para áudio, por ficha coaxial
– 2 entradas/1 saída de vídeo, por componentes
– 3 entradas/1 saída analógicas, para áudio, incluindo uma phono
– 4 entradas/2 saídas AV (áudio estéreo, vídeo composto, s-vídeo)
– 1 saída para subwoofer

O Sony STR-DB798 foi integrado no seguinte sistema:
– colunas frontais Paradigm Reference Studio 100
– coluna central Castle Keep
– colunas posteriores Infinity Reference 50
– subwoofer Energy ES-8

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Sony STR DB798 (1 de 4)

Sony STR DB798 (1 de 4)

Sony STR DB798 (2 de 4)

Sony STR DB798 (2 de 4)

Sony STR DB798 (3 de 4)

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Sony STR DB798 (4 de 4)

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Sony STR-DB798 Dolby Digital DTS Receiver 7 x 110W - Silver

Panasonic NV GS180

Está disponível o meu artigo sobre o produto Panasonic NV GS180, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Panasonic NV GS180.

Com 500 gramas, já com bateria e cassete inserida, a Panasonic NV-GS180 é um concentrado de qualidade que teria parecido ficção científica, nos dias das primeiras câmaras “domésticas”: esta câmara regista vídeo digital (DV) em suporte MiniDV, podendo ainda funcionar como máquina fotográfica de 2.3 Mpixels (imagens até 1760×1320 pontos), em suporte SD, “olhando” o mundo, através de um trio de CCDs (Charge Coupled Device), cada um com aproximadamente 1/15 cm2 de área, suficiente para electro-interpretar 0.8 Mpixels “brutos”, dos quais metade (400K) serão efectivamente representados na informação de vídeo e 530K em fotografia.

Embora para o consumidor “episódico” de vídeo-câmaras, como eu, as características da NV-GS180 pareçam extraordinárias, o facto é que o mercado destes dispositivos está repleto de propostas próximas e impressionantes, pelo que, na própria linha da Panasonic, é possível encontrar modelos basicamente equivalentes àquele que aqui se testa. Ocorre-me a Panasonic GS150, que integra flash para fotografia e um mecanismo plástico, para protecção automática da lente, e que é ligeiramente mais pesada.

Optar por uma câmara de filmar, como tantas coisas, é um problema de decisão complexo. Enquanto decisor, parece-me conveniente adiantar as características que mais valorizo e as que me são irrelevantes.
É-me irrelevante a funcionalidade de máquina de fotografar, pelo que neste artigo, para além da referência técnica a essa função, pouco mais escreverei sobre o assunto.
O que eu realmente aprecio é a qualidade de vídeo: as cores registadas são fiéis às observadas? Há fenómenos de esbatimento cromático? Há detalhe na imagem, ou há porções que se esmagam, como que partes do mesmo objecto?
A liberdade criativa também deve ser muito considerada, mas há aqui necessidade de um balanço com o conforto de utilização. Por exemplo, seria muito bem recebido pelos “mais exigentes” um anel para a focagem manual, em alternativa a botões para esse efeito; mas como a generalidade das pessoas trabalha as máquinas de filmar domésticas com a mão direita para segurar-lhes o corpo e a mão esquerda para orientar-lhes o ecrã LCD, não sobrariam mãos para a focagem manual por anel: venceu o conforto, a custo da liberdade criativa de focagem mais “fina” que um anel de foco concederia.
 
No que toca à qualidade de vídeo destes equipamentos, generalizando, é sensato esperar melhor fidelidade de cor em câmaras de 3 CCDs (versus 1 CCD), mais também maior sensibilidade à luz. Utilizando 3 CCDs, a mesma imagem é percebida por três sensores diferentes, que podem assim electro-interpretar cada um dos componentes de cor, desde que se utilize o modelo matemático de representação adequado, como RGB (Red Green Blue) - não esquecer que vídeo digital é sinónimo de vídeo matemático.
Infelizmente - o controlo de custos a isso obriga - quando se recorre a múltiplos CCDs, os sensores são de muito menor área do que nas soluções singulares. Como a área de cada CCD é menor, há menos luz a ser recolhida, por componente de cor, pelo que os resultados “brutos” em circunstâncias de luminosidade pobre poderão ser menos bons: leia-se com mais grão e com tendência para o monocromático, à medida que os fotões vão rareando.
 
Duas características da NV-GS180 deverão ser apelativas: o zoom óptico de 10x e a tecnologia para estabilização de imagem.
Sobre o zoom, 10x é um ganho considerável e não será fácil encontrar-se superior, no seu segmento de preços. Quanto ao zoom digital, deve ser ignorado - se for realmente importante aumentar a imagem, é preferível utilizar software para fazê-lo e não artificializar a gravação original, recorrendo a esse processamento em tempo real.
Sobre a estabilização de imagem, em geral, existem duas soluções: a estabilização digital e a estabilização analógica. Esta Panasonic NV-GS180, recorre a um sistema digital, que se designa por EIS (Electronic Image Stabilization), em que a imagem é sujeita a processamento matemático que procura compensar as oscilações previsíveis em zooms mais intensos e em situações de trepidação regular. Nos sistemas analógicos de estabilização, minimiza-se ou anula-se o processamento, por recurso a mecanismos “naturais” de amortecimento, absorção e compensação.
Em ambos os cenários, não devem alimentar-se grandes esperanças, quanto ao efeito correctivo das estabilizações. Sendo pragmático, obtêm-se bons resultados para trepidações mínimas, mas não é possível anular, por exemplo, os solavancos constantes de um passeio de bicicleta por terreno pedregoso.

O sistema EIS não funciona no modo de registo 16:9. Isto acontece porque os pontos que o algoritmo EIS considera para determinar as correcções, estão precisamente situados em linhas que desaparecem em 16:9…
Com isto, fica a informação de que esta máquina pode gravar em formatos 4:3 ou 16:9. Está ainda disponível um terceiro “formato”, muito desinteressante, que é o 4:3 + barras horizontais…

A visualização do que se está a gravar, pode ser feita por um visor LCD de 2.5 polegadas, ou pelo “viewfinder”, a cores, de 0.33 polegadas. O ângulo do viewfinder não é ajustável (está fixo ao corpo da máquina), mas eu continuo a preferi-lo ao LCD. Penso que esta é uma daquelas preferências que está totalmente relacionada com as primeiras experiências: como as primeiras máquinas que utilizei foram todas baseadas em “viewfinder”, por desconfortável que seja uma interface monóculo, acabo por conseguir melhores resultados com ela. Para quando uma interface binóculo?

A este propósito, no que toca à disposição dos controlos da Panasonic, tenho elogios. O controlo mais discutível é o do zoom: a tecla associada está na parte superior do compartimento para a cassete, devendo ser empurrada para a esquerda/direita, para afastar/aproximar os objectos de focagem. Decidir se o afastar/aproximar se faz rápida ou lentamente, exige uma sensibilidade que melhorará com o “treino”, embora seja razoavelmente acessível, desde o primeiro contacto.
O controlo “chave” da máquina é um círculo de funções (mode dial), que decide se o modo de operação é o de máquina de filmar (em gravação ou em “play”), o de máquina de fotografar (em fotografia ou em reprodução), ou o de interface com o computador pessoal (PC), via ficha USB2, para passagem das fotos no cartão SD. Para além da interface USB2 com o PC, para as fotos, está presente uma ficha mini-firewire, para a entrada/saída de vídeo digital - esta ficha está bem situada, na face plástica que aloja o LCD.

A bateria de iões de lítio fornecida, deverá assegurar mais de uma hora de gravação contínua. O tempo de utilização disponível será maximizado, se o utilizador optar pelo viewfinder, relativamente ao LCD, e não abusar de funções como a “0 Lux MagicPix”, destinada à operação em contextos de total escuridão, recorrendo à luz do LCD…
A activação de opções específicas de cada modo de funcionamento, como a activação de EIS, redução do ruído do vento, fotografia controlada por relógio interno, e fotografias em sequência (ao ritmo de uma por cada meio segundo), faz-se por um pequeníssimo joystick/cursor, situado no centro do modo dial.

Relativamente aos modos de gravação pré-definidos, destaco o (1) sports, que recorre a uma velocidade de obturador mais elevada, logo exigindo mais luz; o (2) portrait, que desfoca o background e faz sobressair o objecto central de foco; o (3) low light, que facilita o registo em contextos de pouca luz, por meios diversos, como aumento do tempo de exposição e estímulo digital do brilho da imagem; e o (4) surf & snow mode que facilita registos quando há muito branco, como cenas de neve.

Estes modos pré-receitados, bem como o próprio uso de EIS, podem conduzir a cores e luminosidades artificiais; por isso, a Panasonic NV-GS180 permite a operação manual de tudo o que necessitei e que parece fazer sentido numa proposta “doméstica”: velocidade de obturação (1/60 a 1/8000), balanço de brancos, focagem, abertura de Íris (F16 a F2), zoom e ganho de brilho (medido em dB, devendo usar-se +dB, para maior iluminação da imagem registada).
A manipulação do “ganho” (em dB) é uma funcionalidade interessante porque pode ajudar a contornar, com eficácia, a eventual desvantagem das soluções 3 CCD, no que toca à quantidade de luz, naturalmente percebida na cena.

Bem, e a qualidade dos resultados?

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Para continuar a ler, faça download do artigo integral, em Panasonic NV GS180.

Panasonic NV GS180 (1 de 4)

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Onkyo TX SR703e

Está disponível o meu artigo sobre o produto Onkyo TX-SR703E, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Onkyo TX-SR703E.

O Onkyo TX-SR703E é um amplificador de 7 canais, com certificações THX Surround EX e THX Select 2, com um sintonizador de rádio AM/FM RDS, e um descodificador, conhecedor de todas as modalidades relevantes de som envolvente. Como ele, há muitas, muitas outras propostas, de outras marcas e da própria Onkyo: esta competição tem significado mais valor para o consumidor.
Este TX-SR703E não inclui fichas HDMI, para o transporte simultâneo de áudio e de vídeo digitais - o modelo 803E da Onkyo já inclui essas fichas. Na prática, isto significa uma economia de recursos, que se traduz no preço e que faz sentido para muitos consumidores, cujos sistemas, principalmente a nível da fonte de imagem, não explorariam essa característica. Eu incluo-me nesses consumidores: para vídeo de “alta” definição, como 768 linhas, uma saída analógica (S)VGA continua a ser uma opção satisfatória.
Mas é um facto que estes equipamentos atingiram uma complexidade que pode assustar. Quem estiver de fora do mundo do áudio e do cinema-em-casa, depara-se com uma barreira de nomes “estranhos” presentes nos manuais, com a agravante desses nomes serem apenas referências tecnológicas e não serem realmente importantes, para a fruição do aparelho. Por outras palavras, a quantidade de tecnologia embebida nos receptores AV, em certa perspectiva, pode tornar-se um obstáculo à sua adopção.
O crescimento do mercado destes aparelhos passa pela simplificação, de que são exemplos (1) as interfaces gráficas para configurações, (2) o cabo único para sessões AV HDMI, e (3) os microfones para auto-reconhecimento das colunas.

O Onkyo TX-SR703E é mais um aderente à configuração automática, por microfone. O que isto significa é que, depois de uns ruídos de teste, o utilizador fica com o sistema “calibrado” para as colunas instaladas. O setup da Onkyo, faz (1) a detecção da presença de subwoofer, (2) o ajuste da frequência de corte das colunas, (3) a medição das distâncias das colunas à posição do microfone, (4) ajustes de intensidade, por canal, medidos em dB, e (5) ajustes de intensidade, por canal e por regiões particulares do espectro de frequências.
É sensato verificar os valores automáticos, principalmente para as distâncias e para a presença de subwoofer - é possível que sejam necessárias correcções. A ideia do microfone não é tanto substituir o utilizador, mas facilitar-lhe a vida.

A frente do TX-SR703E é discreta, salvo a iluminação azul, da periferia do controlo de volume. O destaque vai para o grande mostrador central, abaixo do qual se encontram botões para acesso directo às fontes de sinal e configuração do display.
Há dois botões para ligar/desligar este Onkyo: um que controla efectivamente a alimentação eléctrica (power), outro que comuta o modo de standby.
Quem fizer muitas audições estéreo, deverá apreciar o botão “Pure Audio”, que assegura o circuito mais directo possível, entre o sinal admitido e o sinal para as colunas de som.
Uma tampa rebatível condiciona o acesso à saída para auscultadores, a controlos relacionados com a sintonia de rádio (subir/descer/memorizar frequência), a um jogo de entradas AV (video 4 input), e à entrada para o microfone de configuração.

A parte de trás do Onkyo é mais interessante, principalmente pela qualidade dos terminais de coluna e pelos códigos de cores da generalidade das fichas, que facilitam muito a ligação de cabos.
Um dos terminais de coluna está etiquetado de “Zone 2 Speakers” e relaciona-se com a tecla de “Zone 2″, escondida pela tampa rebatível já mencionada. A ideia é permitir a audição simultânea de conteúdos diferentes, em duas zonas da casa. De notar que é necessário ter cabos de interligação entre o amplificador e a zona 2, pela que a utilidade desta função é limitada.

Eis as (outras) características importantes do Onkyo TX-SR703E:

– Potência de 7 x 130W @ 6 Ohms;
– descodificação Dolby Digital (DD), DD EX, Dolby Prologic IIx;
– DACs de 24 bits de resolução @ 192 kHz de amostragem;
– Conversão de vídeo analógico, admitido por fichas s-video ou de vídeo composto, para vídeo por componentes;
– controlo manual da frequência de crossover, a partir de 40 Hz, até 200 Hz (40, 60, 70, 80, 90, 100, 120, 150, 200);
– ajuste do eventual desfasamento entre áudio e vídeo até 250 ms (AV Lip Sync);
– 3 entradas + 1 saída, de vídeo analógico, por componentes;
– 5 entradas + 3 saídas, de vídeo analógico, por ficha s-video;
– 5 entradas + 3 saídas, de vídeo analógico, por fichas RCA;
– 3 entradas + 1 saída de áudio analógico;
– 7 entradas + 1 saída de áudio digital (5 ópticas, 2 coaxiais / 1 óptica);
– saídas 7.1 de todos os canais descodificados;
– entradas 7.1 de todos os canais amplificáveis;
– sintonizador de rádio com memória para 40 estações;
– entrada de phono!

O Onkyo TX-SR703E foi integrado no meu sistema:
– colunas frontais Paradigm Reference Studio 100
– coluna central Castle Keep
– colunas posteriores Infinity Reference 50
– subwoofer Energy ES-8

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Para continuar a ler, faça download do artigo integral, em Onkyo TX-SR703E.

Onkyo TX SR703e (1 de 4)

Onkyo TX SR703e (1 de 4)

Onkyo TX SR703e (2 de 4)

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Onkyo TX SR703e (3 de 4)

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Onkyo TX SR703e (4 de 4)

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Onkyo NC500 XE

Está disponível o meu artigo sobre o produto Onkyo NC500 XE, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Onkyo NC500 XE.

O Onkyo NC-500XE é um produto invulgar, cheio de potencial, que pode ou (1) ser um dos pioneiros de uma nova vaga de equipamentos que ajudam à convergência entre computadores e sistemas de música “domésticos”, ou (2) tornar-se a materialização do fracasso duma vertente dessa convergência, por motivos que não são técnicos…

Este NC-500XE é a integração de um sintonizador de rádio AM/FM RDS, com um amplificador estéreo de 2x 17W @ 6 ohms, com um cliente de áudio streams, servidas ou pela Internet (função iNet Radio), ou pela Intranet (função Music Server). Numa só frase, é um amplificador estéreo, com rádio e com uma ficha Ethernet. A placa de rede presente suporta DHCP, pelo que basta ligá-la a um router/switch que sirva DHCP, para a obtenção de um endereço, que permita a comunicação com outras presenças.

A invulgaridade do NC-500XE, ao menos para o meu universo de experiências, é a sua ficha Ethernet. Enquanto sintonizador de rádio, tecnicamente, esta é uma proposta muito competente, permitindo aquilo que permitem os sintonizadores integrados nas máquinas AV mais dispendiosas da Onkyo, incluindo a memorização de até 40 estações e múltiplas formas de pesquisa, via RDS (Radio Data System).
O amplificador integrado é mais interessante do que os 17W podem sugerir, tendo assegurado umas sessões muito vivas, com as minhas colunas Energy XL-16, apoiadas por um subwoofer PSB Alpha SubZero.
Sendo muito directo, é claro que qualquer utilizador de computadores, que se importe com o som, encontra no Onkyo NC-500XE, algo que é anos-luz superior à vasta generalidade das colunas activas que se vendem para PC - bastará juntar-lhe colunas.

Escrito isto, estão criadas as condições para lançar o foco sobre este equipamento, apenas enquanto cliente de serviços musicais, servidos sobre TCP-IP.

Este Onkyo só será cliente: ele não servirá conteúdos a “ninguém” e terá sempre de identificar a presença de servidores “Net-Tune”, para dar utilidade à sua ficha de rede. Por outras palavras, não basta partilhar uma pasta de ficheiros, para disponibilizá-los ao Onkyo. Também não resultam servidores em tecnologias terceiras, como RealMedia server e WindowsMedia server.
Só se conseguem resultados, pela tecnologia proprietária da Onkyo, fornecida em CDROM e também disponível na Internet: em www.eu.onkyo.com/dl/1301/Net-Tune_V2.3.zip [9 MB].

Net-Tune Central é o nome do software que tem que ser instalado num PC-Windows, para servir conteúdos a cliente(s) compatíveis, como o NC-500XE. Este software até é robusto/estável, mas seria preferível que diversas características fossem diferentes, a começar pela própria licença de utilização, cujo primeiro ponto escreve “Unauthorized reproduction or distribution of this software, or any portion of it, may result in severe civil and criminal penalties, and will result in prosecution to the maximum extent possible under law.”
Crime severo? Reprodução não autorizada? Perseguição até ao limite da lei? Eu só queria pôr a funcionar um equipamento que, de outra forma, nem funcionaria em rede! Esta linguagem é demasiado agressiva, embora não chegue ao exagero a que chegaram as mensagens que antecedem alguns filmes em DVD-Video, que ousam ameçar [também] os familiares directos do comprador que viole a licença de utilização (!). Esta é a triste realidade a que chegou alguma da indústria de conteúdos. A mesma indústria de conteúdos que levou anos a arquitectar um modelo de negócio para a Internet e que instala root kits nos computadores dos utilizadores, sem a boa educação de informá-los. Não gostei. Não gosto! Tornei-me altamente selectivo em relação à música e aos vídeos que compro e há etiquetas que foram simplesmente excluídas, pela sua linguagem…

Bem, artigo oblige, instalei o software Net-Tune. Dissequei um nadinha a aplicação e descobri que utiliza em permanência dois módulos, para servir os conteúdos: WinLibMgrTsvV e WinNTSPDV. Quem utilizar firewalls, terá de autorizar estes módulos a fazer tráfego de entrada e de saída.
Um terceiro módulo (NCController) poderá fazer comunicações, quando se pretender controlar um Onkyo, a partir do desktop do computador!

O Net-Tune manifesta-se na forma de um ícone, no tray, do Windows. As suas duas principais opções são (1) Manager e (2) Controller.
O Manager permite ao utilizador identificar as pastas locais, que contêm as músicas a servir. Esta pesquisa de músicas é recursiva, pelo que pode indicar-se a raiz de um disco e esperar pela detecção de tudo o que seja “playable”, nesse disco. Infelizmente, não são suportados formatos lossless (compressão sem perda de informação), como Flac, Monkey’s Audio e mesmo Windows Media Audio lossless.
O Controller é muito interessante, porque permite controlar as operações básicas dos equipamentos Onkyo que tenham sido identificados na rede. Assim, as pessoas que tenham mais do que um Onkyo com ficha Ethernet, poderão manipulá-los, à distância. As operações possíveis são: mudança da fonte de sinal, controlo de volume e controlo de faixa ou da estação de rádio.
Com músicas MP3 e WMA, não senti qualquer problema e fiquei muito satisfeito com a qualidade de áudio e com a fiabilidade da ligação.

Tipicamente, deverá ser necessário desligar/ligar ao Onkyo, para ele detectar um novo servidor Net-Tune. Durante esse desligar/ligar, o painel do NC-500XE informa que está “detecting network settings” e depois não pergunta mais nada, pelo que o processo, do lado do Onkyo, é mesmo simples! Só há [pouco] trabalho do lado do computador: é o trabalho de instalação do software e o trabalho de procura dos conteúdos locais a serem servidos.

Esteticamente o Onkyo NC-500XE também merece elogios. As letras cyan no mostrador ficam muito bem. Este mesmo tom de azul está presente na decoração dos controlos de volume dos “monstros” AV mais recentes da marca.

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Para continuar a ler, faça download do artigo integral, em Onkyo NC500 XE.

Onkyo NC500 XE (1 de 4)

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Onkyo NC500 XE (2 de 4)

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Onkyo NC500 XE (3 de 4)

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Marantz ZR6001

Está disponível o meu artigo sobre o produto Marantz ZR6001, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Marantz ZR6001.

O Marantz ZR6001 é um AV Receiver inovador. A inovação, ao menos relativamente ao universo dos AV Receivers, está na forma como implementa a facilidade de multi-room, que permite que, em salas diferentes, se usufrua, por exemplo, da mesma fonte de sinal. Com este Marantz, o multi-room consegue-se com tecnologia PLC; isto é, pela rede eléctrica do lar.

A funcionalidade multi-room é um problema de comunicação de sinal até outra(s) unidade(s). Os equipamentos fazem esta comunicação sem fios, ou com fios.
A transmissão sem fios é muito elegante, mas pode levantar problemas técnicos: a interferência com redes wireless de computadores é uma possibilidade; a configuração pode ser menos trivial do que deveria, para os consumidores a quem se destina; e a qualidade do áudio codificado/transportado, pode ser consideravelmente inferior à do áudio original.
A transmissão com fios, tipicamente por cabo cat5e, tem todas as vantagens, excepto a da presença física do próprio cabo…
A solução PLC (Power Line Carrier) é uma solução por cabo, mas recorrendo à instalação eléctrica do lar, com a qual a familiaridade é tal, que conseguir multi-room não tem impacto decorativo. Por outro lado, em teoria, o sinal comunicado tem qualidade CD-A - o que numa modelação digital significa 16 bits de resolução e uma amostragem de 44.1 kHz - pelo que, para a generalidade das fontes de sinal, não deverá verificar-se quebra evidente de qualidade.

A generalidade dos dispositivos PLC injecta sinal no cabo eléctrico, em frequência entre os 20 kHz e os 200 kHz. Este sinal é propagado por toda a rede, o que significa que, na ausência de filtros, casas/apartamentos na mesma rede de distribuição, poderão sintonizar sinais PLC alheios. Para minimizar/evitar este risco, a comunicação PLC prevê um identificador do lar, no sinal.

Todavia, é fácil não ter sucesso com PLC…
Eu não tive sucesso na minha primeira tentativa de utilização de PLC, para a comunicação entre o Marantz ZR6001 e a unidade satélite/controladora Marantz ZC4001. Na minha primeira experiência, o objectivo era que o ZC4001 reproduzisse a estação de rádio FM, sintonizada no ZR6001, mas o único resultado foi o silêncio total. Descobri que a falta de comunicação se devia a um filtro presente numa modestíssima régua de cinco tomadas: quando o ZC4001 estava ligado à régua, não percebia o sinal injectado pelo ZR6001; quando o liguei directamente a uma tomada de parede, o problema evaporou-se.

Por fim, uma palavra quanto à qualidade. Embora o sinal injectado possa ter especificações CD-A, não é exactamente o sinal original; mas, mesmo que fosse uma réplica do original, cautela que a unidade ZC4001 é um dispositivo estéreo, portátil, com duas pequenas colunas integradas - o seu desempenho é muito humilde, face ao ZR6001.

Escrito isto, é um facto que a comunicação PLC entre os Marantz ZR6001 e ZC4001, pode ser dramaticamente fácil de conseguir, com resultados com uma qualidade indistinguível da que se obteria, ligando a fonte de sinal directamente no ZC4001 - o que é possível de testar-se, porque existe uma admissão de sinal na unidade satélite…
Assim, todos aqueles que valorizam a funcionalidade multi-room devem prestar muita atenção nas propostas da Marantz, com DAvED: Digital Audio via Electrical Distribution.

DAvED à parte, o ZR6001 não deixa de ser impressionante. Trata-se de um equipamento que integra descodificação para todos os formatos relevantes de som digital (DTS, DTS neo:6, DTS ES, DTS 96/24, Dolby Digital [DD], DD EX, Dolby Prologic [DP] IIx, Dolby Headphone, Circle Surround II, e HDCD); e amplificação para até sete (7) canais, o que significa que, recorrendo ao habitual subwoofer activo (com amplificação própria), ficam asseguradas, sem necessidade de extas, sessões 7.1!
Sendo um receiver, integra um receptor de rádio AM/FM.

A frente do Marantz ZR6001 é dominada pelo mostrador central e por um painel de botões, exposto, em vez de escondido por uma tampa rebatível, como é frequente.  As teclas do painel são preciosas no momento da configuração inicial - em que se fornecem informações sobre quantas colunas estão instaladas, qual a sua natureza, e quais as suas distâncias -, e também para selecção do modo de audição e para a sintonia de rádio.
A escolha da fonte de sinal faz-se por um botão, à esquerda, que espelha o controlo de volume, esse outro à direita do display.
Abaixo do input selector está o botão de ligar/desligar, uma saída para auscultadores e a tecla para o multi-room.
Abaixo do controlo de volume, está uma tecla para silêncio instantâneo (mute), selecção de descodificador externo (7.1 ch input) e um jogo de entradas, com a etiqueta AUX1.

Eis um resumo de outras características importantes e das ligações do ZR6001:
 – potência de 7x 90W @ 8 ohms
 – 4x entradas / 3x saídas s-vídeo
 – 4x entradas / 3x saídas de vídeo composto (RCA)
 – 2x entradas / 1x saída de vídeo por componentes (Y, Cb, Cr)
 – 4x entradas / 2x saídas de áudio digital 
 – entradas 7.1, para todos os canais, para ligação a descodificador externo
 – saídas 7.1, para todos os canais, para ligação a amplificadores externos
 – 7x entradas / 4x saídas de áudio analógico estéreo (RCA)

O Marantz ZR6001 foi integrado no seguinte sistema:
 – colunas frontais Paradigm Reference Studio 100
 – coluna central Castle Keep
 – colunas posteriores Infinity Reference 50
 – subwoofer Energy ES-8

A unidade Marantz ZC4001 lembra um rádio antigo - o seu desenho é mesmo muito clássico, com telas circulares para os altifalantes. Parece-me atrevido adjectivá-la de portátil: embora se transporte com muito facilidade, nesta época dourada de leitores digitais de bolso, o conceito de portátil está redefinido.
É uma unidade competente, trivial de utilizar-se, quando o PLC está activo: basta seleccionar uma fonte de sinal, para que essa fonte de sinal fique seleccionada na base ZR6001 - é como se fosse um controlo remoto. Quando não há PLC, não deixa de ter utilidade, pois pode ligar-se-lhe uma fonte de sinal directamente.

[…]

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Marantz ZR6001 (1 de 5)

Marantz ZR6001 (1 de 5)

Marantz ZR6001 (2 de 5)

Marantz ZR6001 (2 de 5)

Marantz ZR6001 (3 de 5)

Marantz ZR6001 (3 de 5)

Marantz ZR6001 (4 de 5)´

Marantz ZR6001 (4 de 5)

Marantz ZR6001 (5 de 5)

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Denon AVR 4306

Está disponível o meu artigo sobre o produto Denon AVR 4806, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Denon AVR 4306.

Passei poucos dias com o Denon AVR-4306, mas foram os suficientes para perceber que este equipamento deverá representar, para muitos, a referência em AV Receivers integrados, no seu escalão de preços.
A evolução destes equipamentos empurrou a oferta para um patamar de abundância: não é fácil encontrar máquinas que não descodifiquem todas as streams digitais relevantes e que não amplifiquem configurações 7.1! Mais recentemente, a diferenciação tem sido feita pela (1) possibilidade de auto-configuração, a partir de MICrofone fornecido, (2) pelas capacidades relacionadas com as fontes de vídeo, e (3) pela conectividade a electrónica do lado da micro-Informática.

O AVR-4306 é francamente devastador de tudo o que conhecia, nestes factores de diferenciação…
O seu MICrofone DM-S205, para auto-configuração, não é diferente do que é fornecido com outros Denon - mais acessíveis -, mas para aqueles que, depois da sugestão automática, quiserem afinar o sistema manualmente, a granularidade e a diversidade de possibilidades deverá satisfazer a pessoa mais analítica e absorvida.
Na configuração das colunas, o utilizador pode informar se estão presentes/ausentes, o seu tamanho (Small, Large), a distância a que estão da posição de audição, e se pretende dosear o sinal que lhes corresponde (+/- dB).
Parece a receita standard, mas não é! Não é trivial encontrar AVRs com afinações da distância em passos de 0.01 metros… também não é comum poder escolher-se a frequência de crossover, para subwoofer, entre os 40 e os 250 Hz (40, 60, 80, 100, 120, 150, 200, 250 Hz). Já é mais frequente permitir-se a bi-amplificação das colunas frontais, quando se não usam colunas para os canais Surround Back.

Quanto às capacidades relacionadas com fontes de vídeo, o AVR-4306 é capaz de upscaling (extrapolação de linhas extra na imagem) para 720p/1080i. O p significa vídeo progressivo (linhas pares e ímpares desenhadas no mesmo varrimento); o i significa vídeo interlaced (linhas pares e ímpares em quadros alternados); naturalmente, o vídeo p tem que ser emitido ao dobro da frequência do vídeo i.
Esta conversão é possível para fontes de vídeo analógicas - a saída de vídeo faz-se pela (única) ficha HDMI-out do Denon. Isto é muito útil, para utilizadores cujos dispositivos de visualização suportem fichas HDMI.
Só para situar o “valor” do AVR-4306 - estive a ver no catálogo online da Denon -, o modelo seguinte - o AVR-4806 - só faz a upconversion para 480i/480p.

Quanto à conectividade, as minhas expectativas dispararam quando, ao rebater a tampinha frontal do aparelho, descobri duas intrigantes ranhuras, uma etiquetada com USB, outra com iPod… Já antes tinha ficado “alerta”, perante um autocolante que escreve “play for sure / Microsoft Windows”.
Por fim, na parte de trás, está presente uma ficha Ethernet (!) e outra ficha iPod.
Destas fichas, experimentei a USB e a Ethernet. E os resultados foram soberbos!
A ideia da ficha USB é permitir a leitura de ficheiros MP3 e WMA, a partir de dispositivos USB, como Keys e discos rígidos externos.
A ficha Ethernet serve para o mesmo, mas os ficheiros deverão estar algures na rede local. Também é possível utilizar a ficha Ethernet para uma ligação à Internet, para a sintonia de estações de rádio digitais, mas eu não testei essa possibilidade e antecipo que tenha desafios práticos interessantes, devido à variedade enorme de tecnologias que podem ser usadas no streaming de rádio.

Quanto aos resultados efectivos da reprodução de conteúdos a partir de dispositivos USB e a partir da rede local, fiquei surpreendido com a trivialidade da ligação e da navegação.
A navegação pode ser feita por um grupo de botões cursores, na frente do Denon, à esquerda das fichas USB e iPod. Uma vez no destino que tem os ficheiros que se pretende ouvir, basta confirmar, pressionando CH SEL ENTER.
No caso dos conteúdos estarem num dispositivo USB, é só aguardar uns segundos para o reconhecimento do hardware. No meu caso, uma USB Key Lexar foi reconhecida, sem problemas, mas é preciso compreender que a diversidade de equipamentos USB é tão grande, que a Denon não garante o funcionamento da ficha USB.
No caso dos conteúdos na rede local, se o endereço for fornecido por DHCP, vejo zero problemas. No caso de ser necessária a configuração manual do endereço (IP), escrevo que o AVR-4306 parece-me o mais completo dos aparelhos para esse efeito, porque no menu dedicado ao assunto está tudo configurável, incluindo a possibilidade de presença de um proxy (um intermediário para o tráfego de rede).

Relativamente às fichas para iPod, só uma das duas pode estar em uso, a certo instante. Para ligar o Apple iPod será necessário um cabo AK-P100, não fornecido.

É bom que a configuração de rede seja fácil, porque depois será possível - rufem os tambores! - controlar o Denon pela rede, bastando escrever no browser o seu IP. Por exemplo, se o endereço atribuído ao Denon for 172.16.1.2, bastará escrever http://172.16.1.2 , para aceder às páginas HTML de interface com o AVR-4306. Impecável!

Assim, no que toca a diferenciação, vejo o Denon AVR-4306 muito positivamente.
Nas características “clássicas”, ipsissima verba.

Eis algumas dessas características:
– 7x 130W @ 8 ohms
– 11x entradas para áudio analógico (phono, cd, tuner, dvd, vdp, tv, dbs, vcr1, vcr2, aux, cdr/tape)
– 3x saídas para áudio analógico (vcr1, vcr2, cdr/tape)
– 7x entradas para áudio digital (5x ficha óptica + 2x ficha coaxial)
– 2x saídas para áudio digital (2x ficha óptica)
– 1x entradas 7.1 para todos os canais amplificáveis, para a utilização de descodificador externo
– 1x saídas 7.1 para todos os canais descodificados, para a utilização de amplificadores externos
– 3x entradas / 1x saída para vídeo digital, por ficha HDMI (compatíveis com Content Protection; isto é, HDCP)
– 3x entradas / 2x saídas de vídeo analógico, por componentes
– 7x entradas / 3x saídas de vídeo analógico, por ficha s-vídeo
– 7x entradas / 3x saídas de vídeo analógico composto, por ficha RCA
– Memórias diversas: volume ao desligar, limitador de volume, e níveis de entrada para cada fonte de sinal
– Sintonizador FM (87.5 - 107.9 MHz)
– Sintonizador AM (510 - 1710 KHz)
– Modos sonoros: Pure Direct, DSD Direct, Multi CH Direct, Stereo, Wide Screen, Dolby Prologic II e IIx [DP2], DTS Neo:6, DTS Surround, Dolby Digital [DD] e outros de efeitos (Rock Arena, Stadium, etc)
– Todos os modos DTS Surround (ES Discrete/Matrix 6.1, DTS 96/24, Neo:6 Cinema, Neo:6 Music…)
– Todos os modos Dolby Surround (DD, DD EX e todas as variantes DP2, como Cinema, Music e Game…)
– Modo DSD Pure Direct, apenas para Super Audio CD (SACD)
– Modo Pure Direct para todos os inputs, excepto SACD
– Audio DACs (digital para analógico) Burr-Brown PCM-1791, 24 bits, 192 kHz
– Audio ADCs (analógico para digital) Burr-Brown PCM-1804

O Denon AVR-4306 foi integrado no seguinte sistema:
– colunas frontais Paradigm Reference Studio 100
– coluna central Castle Keep
– colunas posteriores Infinity Reference 50
– subwoofer Energy ES-8

A utilização mais frequente foi a fruição de títulos DVD-Vídeo, em modo Dolby Digital 5.1.

[…]

Para continuar a ler, faça download do artigo integral, em Denon AVR 4306.

Denon AVR 4306 (1 de 5)

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Denon AVR 4306 (2 de 5)

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Denon AVR 4306 (3 de 5)

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Denon AVR 4306 (4 de 5)

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Não disponível.

Denon AVR 2106

Está disponível o meu artigo sobre o produto Creative GigaWorks T20, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Denon AVR 2106.

Um mercado onde o consumidor tem beneficiado muito da competição, no lado da oferta, é o dos descodificadores/amplificadores AV, ou “AV Receivers” (assim chamados por também incluirem um receptor AM/FM).
Depois da competição baseada em formatos descodificáveis - como Dolby Prologic, Dolby Digital, DD-EX, Digital Theater System e DTS-ES - seguiu-se a competição baseada na amplificação integrada, até ao extremo dos sete amplificadores por aparelho!
Agora, a competição faz-se pela facilidade de utilização. Mais rapidamente do que as previsões optimistas sugerem, o MICrofone de auto-configuração tornar-se-á ubíquo.

O Denon AVR-2106 é a materialização destas tendências: não há tecnologia surround que “ele” não descodifique e amplifique, incluindo os modos DD-EX e DTS-ES, que exigem até 7+1 colunas presentes. Para tornar mais fácil a configuração de um sistema dessa complexidade, este AVR faz-se acompanhar de um MICrofone, para auscultar a sala, a partir da posição de audição, e colher as medidas certas.

O MICrofone fornecido para o Auto Setup, insere-se na frente do aparelho, numa ficha (setup MIC) coberta por uma tampinha removível, que também esconde um conjunto de entradas AUXiliares, destinadas à ligação de equipamento temporário, como câmaras de vídeo: estas entradas incluem admissão de vídeo composto, entrada óptica para áudio digital, e entrada para áudio analógico de dois canais.

Para configurar o AVR-2106, pelo MICrofone, há que lançar o “Auto-Setup” da máquina, que é um processo automático, em nove estágios. Durante a execução deste processo, o MICrofone deverá, idealmente, estar sustentado num tripé, à altura e à distância certas, como se fosse os ouvidos de quem vai usufruir do sistema.
Para que sejam colhidas medidas correctas (distâncias, tempos de atraso, natureza dos altifalantes), a sala deverá estar silenciosa e sem obstáculos na área de audição. É importante que o próprio Denon já tenha sido informado sobre se há-de explorar o canal Surround-Back (SB), ou bi-amplificar as colunas frontais, de forma a que os ruídos de teste, sejam os adequados.

Algumas pessoas obtêm valores que consideram “imperfeitos”, durante este processo automático, preferindo a configuração manual. Como todas as subjectividades, esta atitude não está certa, nem errada, mas pode ser comentada.
Tipicamente, as medidas erradas, acontecem quando a proximidade das colunas é excessiva ou há obstáculos críticos (como colunas arquitectónicas), mas - efectivamente - é possível haver erros intrínsecos, devidos a altifalantes “especiais”, como subwoofers cuja resposta esteja configurada manualmente e não sujeita ao crossover externo determinado pelo AVR.

Chamo a atenção de duas situações, quando se faz a configuração manual: (1) alguns modos de audição, condicionam grandemente os canais, relativamente a outros modos surround - por exemplo em Dolby Prologic II, o canal posterior não recebe frequências acima dos 7 kHz, enquanto que em Dolby-Digital e em DTS, expressa-se até ao 20 kHz -, pelo que a decisão do utilizador pode ser baseada em experiências que não testemunharam todo o valor das colunas; e (2) é preferível utilizar, quando disponível, a entrada LFE (low frequency effects) do subwoofer, do que ajustar-lhe manualmente o volume e a frequência de corte, porque assim o desempenho será ajustado dinamicamente às circunstâncias.
Escrito isto, não há como tentar conciliar as duas abordagens, partindo da configuração automática, e depois fazendo ajustes manuais.

Suponho que a maioria dos utilizadores, recorrerá ao Denon AVR-2106 para audições 5.1 (canais esquerdo, direito, central, posterior-esquerdo, posterior-direito + LFE). Se assim for, os amplificadores que o AVR-2106 tem para os canais Surround-Back esquerdo e direito, poderão (ou não) ser aplicados na bi-amplificação frontal, o que poderá contribuir para um desempenho mais pujante das colunas mais importantes.

Um progresso deste AVR-2106 relativamente a modelos anteriores, é a maior gama de acção da correcção do tempo de atraso entre áudio e vídeo, que agora pode ser ajustado entre 0 e 200 ms. Embora eu não tenha necessitado desta funcionalidade, quando se utilizam mecanismo de de-interlacing, para a imagem, por dispositivos externos, a falta de sincronia pode notar-se e, nessas circunstâncias, este controlo será útil.

Eis as características chave do Denon AVR-2106:
– amplificação: 7×90 W @ 8 ohms
– entradas de áudio: 1x phono, 4x digital óptica, 2x digital coaxial
– entradas de vídeo: 3x por componentes, 5x s-vídeo, 5x vídeo composto
– saídas de vídeo: 1x por componentes 2x s-vídeo, 2x vídeo composto
– modos surround: Dolby Digital (DD), Dolby ProLogic Iix, Digital Theater System (DTS), DTS-ES Discrete 6.1, DTS-ES Matrix 6.1, DTS 96/24

O Denon AVR-2106 foi integrado no seguinte sistema.
– colunas frontais Paradigm Reference Studio 100
– coluna central Castle Keep
– colunas posteriores Infinity Reference 50
– subwoofer Energy ES-8

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Denon AVR 2106 (1 de 5)

Denon AVR 2106 (1 de 5)

Denon AVR 2106 (2 de 5)

Denon AVR 2106 (2 de 5)

Denon AVR 2106 (3 de 5)

Denon AVR 2106 (3 de 5)

Denon AVR 2106 (4 de 5)

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Denon AVR 2106 (5 de 5)

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Creative GigaWorks T20

Está disponível o meu artigo sobre o produto Creative GigaWorks T20, conforme publicado pela revista ÁUDIO.

Segue-se (apenas) a introdução. O artigo integral está disponível para download, em Creative GigaWorks T20.

Com o computador pessoal (PC) a dominar um número crescente de horas, dos dias de muitas pessoas, é uma insensatez associar-lhe colunas de som de fraca qualidade, principalmente se no leque de utilizações da máquina se incluirem sessões de áudio e de áudio-vídeo, que são cada vez mais frequentes…
Mas não é só o computador que recompensa grandemente os utilizadores que o casem com colunas de som de qualidade. A generalidade dos leitores portáteis de música, hoje extraordinariamente populares, podem ser catapultados para o nível dos sistemas estéreo integrados, de há poucos anos atrás, desde que à saída de auscultadores se lhes liguem altifalantes capazes.
Mas, na realidade, a qualidade não é a única variável que se considera no processo de tomada de decisão de melhor som. Tipicamente, colunas de qualidade exigem amplificadores de som dedicados, e um sistema com essas características precisa de espaço que não está disponível, ou que não é aceitável, por algum motivo.

É aqui que as Creative T20 podem ser muito apelativas. O produto Creative T20 é um par de colunas activas, para som estéreo. Colunas “activas” significa que integram amplificação própria, pelo que desaparece a necessidade de amplificador externo.
A Creative promove as T20 com uma palavra chave: qualidade. A ambição deste produto é cobrir um segmento de mercado que não se satisfaz com as colunas activas mais populares e básicas, por considerar pobre o seu desempenho e/ou estética, mas que não está disposto a investir na solução “derradeira” amplificador + colunas passivas, por considerar injustificado o custo, ou incomportável o espaço requerido.

As Creative T20 são umas colunas de dois canais, com 14 Watts RMS de potência. Os dois altifalantes integrados - tweeter em cúpula e woofer em cone - respondem, teoricamente, dos 50 Hz aos 20 kHz.
Como seria de esperar, as T20 são revestidas de forma a não provocarem interferências electromagnéticas em equipamentos sensíveis, como monitores/televisores CRT: este revestimento merece o nome de “escudo electromagnético”.
50 Hz parecem corresponder a um frequência demasiado grave/baixa, para um woofer de três dedos de diâmetro, mas as aberturas circulares no topo de cada coluna contribuem para descer a frequência: estas aberturas e a estrutura interna associada, são a tecnologia BasXPort.
As colunas T20 esquerda e direita não são iguais. A coluna T20 direita é “dominante”, no sentido de que é ela que recebe o sinal de áudio, a ficha de electricidade, e ainda faz sair um cabo, para transportar o sinal até à sua irmã esquerda.
A frente da T20 direita aloja também um painel de controlo, que permite regular a intensidade dos graves (bass), dos agudos (treble) e do volume - este último dobra como botão de ligar/desligar. Abaixo destes controlos, fica uma luz (LED) azul, que se acende quando o equipamento está ligado. A frente inclui uma saída para auscultadores e uma entrada secundária (aux in) de sinal.
Para lá das colunas, este produto da Creative inclui um transformador externo e todos os cabos e fichas necessários, incluindo um adaptador, que deixa ligar um par de fichas RCA (típico em leitores de CD/DVD e em placas de som de qualidade, por exemplo) aos input mini-jack da coluna, atrás (audio input), ou à frente (aux in).
Os altifalantes estão cobertos por uma tela removível, robusta.

Testei este produto com o meu computador pessoal, com uma placa de som Creative Audigy 4, PCI.

[…]

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Creative GigaWorks T20 (1 de 3)

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