03 June 2000 - previous June updates: 01 03 ; ; previous updates

1 - 600 hp Porsche on test ; 2 - Feira do livro de Lisboa (2000)

600 horse power beasts aren't easy to handle... but they're fun to drive.


Henry Kissinger - Diplomacia - livro do dia da Gradiva, no sábado 030600. 800 páginas, séculos de história e capa dura, por 4800$.

Feira do livro de Lisboa, 2000 - até 13 de Junho, no Parque Eduardo Sétimo.

Alguns detalhes interessantes, como a presença deste entretainer, que se entretinha com esta criança. Só vi um.

Helena Sanches Osório autografava «Nana». Estranho nome para um livro (que nunca li).

600 hp Porsche on test

As promised on the 010600 update, there is a new video on the videos section. It is about a 600 horse power Porsche that BBC's Top Gear tested on last week's show.

The cyan monster can fly at over 200 mph (320 kph), and the number is not "just" theoretical... The machine performed at least up to 180 mph, on an airfield!

Top Gear is usually top fun, but last week's show was over the top! My 82 seconds video, should show you that. I strongly advise you to download the high quality realmedia file, that runs at 512 kbps... so don't try to watch it "on the fly", unless you have a very high speed Internet connection - instead, right click on the file name, save it to somewhere on your computer, then watch it. And ENJOY!

I'll try to upload more impressive realmedia files, soon. Real's file format and G2 codec is becoming a standard, whose quality can beat mpeg1 files, at least when using streams that run at >= 600 kbps. Today's 512 kpbs stream should give you an example of the very high quality that even "standard" bit rate files can provide.

Microsoft recently formed an alliance with Real Networks, and from the wedding, you should expect better streaming technology, very soon.


Feira do livro de Lisboa (2000)

Acredito que dentro de 10 anos não se realizará aquilo que está a acontecer agora em Lisboa: mais uma Feira do Livro. O actual formato da feira, e de todas as edições anteriores, depende fortemente do papel, como suporte da informação...

Depois de alguns falsos arranques, o livro electrónico veio para ficar, com muitas editoras a terem acordos firmados para a edição electrónica de todos os seus títulos. Durante a próxima trintena de meses, vai acontecer uma luta tecnológica pela imposição de um produto, que irá parecer-se muito com um livro vulgar, excepto que terá capacidade de armazenamento para muitas obras, e poderá ser utilizado para ler qualquer título disponibilizado em formato digital.

Poupam-se as árvores, preserva-se o estilo de leitura, e termina a utilidade de tudo o que olha para o livro, apenas como um volume físico. Ainda bem. Só vantagens.

Este ano comprei apenas 2 títulos: Henry Kissinger / Diplomacia + Sue Townsend / Adrian Mole na idade do cappuccino. Mais detalhes nas colunas de imagens.

Para quem gosta de Adrian Mole, recordo que há uns anos escrevi uns registos absolutamente não oficiais do diário do trintão.

Muitas editoras não propõem novidades, de todo. Por exemplo, a Europa América, insiste em vender exactamente o mesmo catálogo que vendia em 1990, acrescentado-lhe apenas obras altamente comerciais, como romances que foram adaptados ao Cinema, com sucesso. Assiste-se também a um aumento na oferta de livros no estilo de «conheça-se a si próprio», «melhore o seu espaço», «sinta a sua força» e outros placebos. Não é boa coisa.

Outras editoras estão com toda a força, a apostar em originais portugueses e / ou em NOVAS traduções de qualidade: Difel, Gradiva, Caminho, ASA (com Paul Aster!)...

Infelizmente, são quase inexistentes os títulos estrangeiros (traduzidos) MUITO RECENTES (2000) e obras na língua original. Quanto a este último lamento, percebe-se, pois a feira é uma iniciativa da APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros).

Nota-se alguma estagnação em diversos stands, que estão presentes apenas para se desfazerem de obras velhas. Compreende-se, e os tempos de mudança que se adivinham, vão exigir uma versatilidade que vai ser selectiva... Para os consumidores de BD (Banda Desenhada), a arqueologia de alguns expositores até vem a calhar, mas para os neo-compradores, não há nada como ler coisas de ontem, em vez de coisas de há décadas...

A poluir a feira, andavam alguns sapos nojentos da Telepac, côr de verde-vómito, que se faziam de benfeitores, a oferecerem CD-ROMs NetSapo. Se em vez dessas iniciativas de lavagem cerebral, a Telepac aposta-se na qualidade e na transparência de serviços, isso sim, agradecia-se. Recorda-se que a Telepaga (opppss) barra o acesso aos seus servidores de correio, quando feitos a partir de ISPs concorrentes, e ainda que a NetCabo (outra empresa PT Multimerdia) impõe um limite ridículo de 1 GB / mês, para downloads internacionais, pela simpática quantia mínima de 6950$ / mês (+ mensalidade de cliente TV CNabo). Cough cough.

Em força, em 2000, estão as sessões de autógrafos. Numa sociedade que aprecia ídolos, as editoras, esforçam-se por mediatizar um pouquinho os autores nacionais, que passam tardes ao sol, para rabiscar livros vendidos. São iniciativas felizes, que mostram o rosto de pessoas que merecem todo o crédito, respeito e divulgação.

Como em Theme Park, encontrei ainda um palhaço a brincar com uma criança, mas foi caso isolado.

As feiras do livro de Lisboa e Porto esperam pela sua visita.

This car is of no use on regular streets. It drinks a lot, and it accelerates so fast, that you are expected to have a great heart condition :)


Sue Townsend - Adrian Mole na idade do Cappuccino - o regresso do toupeira, agora com 30 anos. Menos de 2000$, preço de feira.

O local de realização da feira está mais bonito do que nunca.

Diversas sessões de autógrafos - na imagem o Padre Domingos Gomes, que assinava o seu «Rumo a Novos Horizontes».

Carlos Fiolhais assinava «Física Divertida».